Está preso na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, à disposição do Poder Judiciário, mestre de obras, de 60 anos, flagrado por uma guarnição da 212ª Companhia do 67ºBPM fazendo sexo oral na afilhada, uma estudante, de 9 anos. Ele também confessou que abusa da garota desde quando ela tinha 4 anos. A prisão em flagrante aconteceu em rua sem saída, local ermo e escuro, próximo a uma mata, no Residencial Parque dos Girassóis 3. Ele foi levado para o plantão da Polícia Civil e autuado no crime de estupro de vulnerável. Se condenado, a pena pode chegar a 15 anos de prisão.
Segundo apurou o Jornal da Manhã, a guarnição da Polícia Militar foi acionada por um motorista, que achou estranho um carro Fiat Palio, de cor prata, placas de Indaiatuba (SP), entrando em local extremamente suspeito.
Policiais militares foram para o local apontado e se depararam com o mestre de obras fora do carro, ajoelhado, com a cabeça entre as pernas da criança, que estava descalça e ocupava o banco dianteiro do lado direito. Ele se assustou com a sirene e giroflex da viatura policial, levantou-se rapidamente e correu, deu a volta pela traseira do Fiat Palio, abrindo a porta do lado do motorista e tentou fugir, mas acabou impedido e abordado.
Tomado pelo evidente desespero, durante contenção e abordagem, foi perguntado a ele por que estava agindo daquela forma, sendo que respondeu: “Não era nada, senhor, tenha piedade, eu só estou fazendo um oral na minha namorada!”.
Nesse momento, ainda de acordo com o que foi apurado, saiu do Fiat Palio, pela porta dianteira do lado direito, correndo para a traseira do veículo, a criança totalmente nua, gritando para os militares: “Por favor, eu sou a ..., tenho 10 anos de idade e não prende meu padrinho não, pois ele é bonzinho!”.
Os militares pediram para que a menina vestisse as roupas, que estavam jogadas no interior do assoalho do banco dianteiro do carro.
O mestre de obras confirmou que era padrinho da criança e que praticava atos sexuais com ela desde quando ela tinha 4 anos de idade. Também disse que buscou a menina na casa dela, quando estava sozinha com seus primos, uma menina de 6 e um menino de 11 anos.
Policiais militares apuraram que a mãe da vítima trabalha como servidora geral em uma escola, no horário noturno. Ela foi chamada e chegou rapidamente ao local. Também foi apurado que os primos (6 e 11 anos) foram deixados em um banco de praça pelo mestre de obras e que quem autorizou a saída da menina e dos primos com o acusado foi uma tia deles, de 29 anos.
A vítima foi amparada pela guarnição da 299ª Companhia, enquanto outra guarnição apanhava as duas crianças que foram deixadas na praça. Elas foram encontradas brincando.
O mestre de obras informou aos policiais militares que não queria que ninguém soubesse de sua prisão e que não chamaria ao local nenhum familiar ou amigo, nem mesmo para buscar o Fiat Palio, que estava estacionado em local desabitado, ao lado de um lixão, no final de um beco.
Ele pediu ainda que o carro fosse apreendido, pois no futuro iria “buscá-lo em segredo”. O veículo foi recolhido e está apreendido no pátio credenciado pela Polícia Civil.