Bombeiros apontam imprudência, álcool e áreas proibidas como principais causas das ocorrências
Levantamento aponta 85 mortes por afogamento em Minas até abril de 2026; jovens são maioria entre as vítimas (Foto/Reprodução/CBMMG)
Minas Gerais já registrou 85 mortes por afogamento em 2026, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar. O número, contabilizado até abril, corresponde a cerca de 30% do total de óbitos registrados em todo o ano de 2025, quando 286 pessoas morreram nesse tipo de ocorrência.
O dado acende um alerta, especialmente durante o feriado prolongado, período em que cresce o fluxo de pessoas em rios, cachoeiras e praias — locais que exigem atenção redobrada.
Casos recentes envolvendo moradores do Triângulo Mineiro reforçam o risco. Um jovem de 20 anos morreu após se afogar no Rio Araguari, em uma área proibida para banho. Em Uberlândia, um adolescente de 15 anos perdeu a vida na Cachoeira do Sucupira. Já fora do estado, um homem de 31 anos, morador da região, morreu após ser arrastado pela correnteza em uma praia na Bahia.
De acordo com o levantamento, jovens entre 18 e 29 anos concentram a maior parte das vítimas em 2026, com 25 registros até o momento.
O Corpo de Bombeiros alerta que o aumento das temperaturas e o período de lazer contribuem para o crescimento das ocorrências. Entre os principais fatores de risco estão o consumo de bebidas alcoólicas, a entrada em áreas proibidas e o excesso de confiança.
Os militares também destacam que ambientes aquáticos apresentam riscos distintos. Enquanto rios e cachoeiras podem ter correntezas e profundidades irregulares, o mar exige atenção especial com fenômenos como a corrente de retorno.
Para evitar acidentes, a orientação é frequentar locais com presença de guarda-vidas, respeitar a sinalização, evitar nadar sozinho e não consumir álcool antes de entrar na água. O cuidado com crianças deve ser constante.
Em situações de emergência, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Com o aumento do movimento em áreas de lazer durante o feriado, a prevenção é apontada como a principal forma de evitar novas tragédias.