Uma mineira, com idade não identificada, foi resgatada por agentes da Polícia Civil no bairro de Madureira, Zona Norte da capital do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (6), após ser estuprada e obrigada a se prostituir, além de ser mantida em cárcere privado por dois dias.
Segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a vítima saiu de Minas Gerais com destino ao Rio de Janeiro pela oferta de emprego em uma lanchonete, que incluía o pagamento de um bom salário, além da estadia no município. No entanto, os valores não foram revelados.
Contudo, ao chegar na capital, o celular da jovem foi tomado pelo grupo que havia a chamado e ela foi levada à cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lá, foi mantida em cárcere privado enquanto era obrigada a fazer programas de prostituição de maneira presencial e por video-chamada. Nesse período, ela ainda foi estuprada pelo líder do grupo criminoso e sofria constantes ameaças.
De acordo com a vítima, durante um programa, um cliente observou que a mulher tremia e estava nervosa. Ao perguntá-la o motivo da preocupação, a jovem relatou a condição em que se encontrava e pediu para que o cliente enviasse ao ex-namorado dela, em Minas Gerais, o site do grupo, uma plataforma de serviço de acompanhantes em Duque de Caxias, que apresenta fotos de mulheres nuas acompanhadas de preços.
O homem entrou em contato com o ex-companheiro da vítima com as informações. Este, por sua vez, acionou a Polícia Militar de Minas Gerais. A corporação fez contado com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que, após investigação, descobriu que a casa de prostituição havia mudado de endereço justamente no dia das buscas.
Os agentes descobriram que a vítima tinha sido levada de olhos vendados para Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde havia outra casa de prostituição.
Ao chegar no local, os policiais resgataram a vítima e prenderam uma das gerentes da quadrilha, uma mulher de 22 anos. Ela pode responder pelos crimes de cárcere privado, organização criminosa, favorecimento à prostituição e casa de prostituição.
O delegado titular do caso, Hilton Alonso, afirmou que três integrantes da quadrilha já foram identificados, inclusive o homem que cometeu o estupro. Eles serão indiciados.
*Com informações de O Tempo