POLÍCIA

Mineiro que desviou dinheiro do tratamento do filho pagou R$ 50 mil para ser sócio de bordel

O inquérito que apura o estelionato e o abandono material – crime contra a assistência familiar –, deve ser concluído na próxima quinta-feira

Publicado em 29/07/2019 às 16:38Atualizado em 17/12/2022 às 22:54
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Foto/divulgação

Durante investigação, a Polícia Civil de Minas Gerais descobriu que o mineiro, de 37 anos, que se apropriou do dinheiro doado para campanha do filho, que sofre com Atrofia Muscular Espinhal (AME), pagou R$ 50 mil para se tornar sócio de uma casa de prostituição em Salvador, na Bahia. Segundo as investigações, ele teria desembolsado a quantia para ter participação em um bordel "de bom padrão". O montante faz parte do R$ 600 mil retirado da doação para seu filho.

De acordo com a polícia, a intenção do homem era levar de três a quatro mulheres de Belo Horizonte para trabalhar na Bahia como garotas de programa.

O caso envolvendo a casa de prostituição foi descoberto porque a polícia está rastreando o dinheiro desviado.

As apurações indicam que o homem já tinha feito contato e convidado uma mulher para ir para Salvador trabalhar no bordel.

Aos policiais, o suspeito disse que estava sendo extorquido por traficante da capital mineira, mas a versão não convenceu os investigadores.

Quando ficava hospedado em BH, o homem escolhia hotéis de alto luxo. O suspeito, inclusive, usava as redes sociais para ostentar a vida com alto padrão.

O inquérito que apura o estelionato e o abandono material – crime contra a assistência familiar –, deve ser concluído na próxima quinta-feira (1º). Mas a Polícia Civil adiantou que outro inquérito será aberto, desta vez para apurar o crime de lavagem de dinheiro.

A campanha para ajudar o menino, que mora em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas, ficou nacionalmente conhecida e recebeu o apoio de diversos famosos. A ação, criada para arrecadar R$ 2 milhões, conseguiu coletar mais de R$ 1 milhão em um ano. Após a denúncia do desvio do dinheiro por parte do pai, a mãe da criança disse, em uma rede social, que também foi enganada. Ela ressaltou que lançou a campanha "pela boa-fé e com a finalidade exclusiva de tentar salvar a vida" do filho. 

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