Acusações que pesam contra os investigados vão desde prática de cartel, lavagem de dinheiro, adulteração de combustível, sonegação fiscal e falsidade ideológica
Foto/Jairo Chagas
Onze envolvidos na operação, deflagrada na semana passada, continuam presos preventivamente no presídio de Sacramento
Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) prepara denúncia contra os envolvidos na operação Conexu$ que desarticulou organização criminosa por prática de cartel nos postos de combustíveis em Uberaba.
De acordo com a promotora de Justiça Monique Mosca, a denúncia contra os envolvidos deve ser oferecida nos próximos dias para a Justiça. Desta forma, poderá ser iniciado o processo penal para fins de instrução criminal. Além disso, a expectativa é de que os acusados permaneçam presos preventivamente até o efetivo deslinde da ação penal. “Obviamente isso não depende apenas no Ministério Público”, diz a promotora, lembrando que existem mecanismos que permitem fazer com que os envolvidos peçam a liberdade junto aos tribunais. “Por isso precisamos aguardar se não há nenhuma modificação”, completa.
No entanto, os onze envolvidos na operação, deflagrada na semana passada, continuam presos preventivamente no presídio de Sacramento. O juiz da 2ª Vara Criminal, Fabiano Veronez, negou pedido de relaxamento de prisão dos investigados sob alegação de que as acusações estão baseadas em vasto material comprobatório.
As acusações que pesam contra os investigados vão desde prática de cartel, lavagem de dinheiro, adulteração de combustível, sonegação fiscal e falsidade ideológica.
Segundo apurou a reportagem junto a advogados de defesa dos acusados, grande parte dos presos, que tiveram o pedido de relaxamento de prisão negado pelo magistrado, já teve impetrado habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A defesa aguarda decisão favorável à soltura dos mesmos.