POLÍCIA

Monitores cobram mais segurança após agressão de menor dentro do Cseur

Publicado em 22/12/2022 às 17:18Atualizado em 26/12/2022 às 23:00
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A situação foi relatada ao Jornal da Manhã por um outro funcionário, que cobra da administração mais segurança à integridade dos trabalhadores (Foto/Jairo Chagas)

Na quarta-feira (21), um monitor que trabalha no Centro Socioeducativo de Uberaba (Cseur) relatou à Polícia Militar que foi vítima de lesão corporal por um dos menores acolhidos na unidade. A situação foi relatada ao Jornal da Manhã por um outro funcionário, que cobra da administração mais segurança à integridade dos trabalhadores.

A ocorrência aconteceu após um adolescente, de 17 anos, ter sido advertido por uma situação e desferido socos e pontapés contra o monitor, de 32 anos. No registro da PM, o homem informou que o jovem ficou exaltado com a advertência verbal e partiu para cima dele. Neste momento, o monitor teria empurrado o adolescente, que revidou com chutes e socos. Após alguns instantes, colegas de trabalho conseguiram conter o autor. Um dos trabalhadores ainda presenciou o adolescente proferir ameaças.

O monitor procurou atendimento médico e apresentava escoriações na região cervical.

Em denúncia à reportagem, outro monitor contou que a situação foi mais drástica. Outros acolhidos teriam tentado invadir o cômodo da ocorrência, e foi necessário contê-los de forma excepcional, em uma espécie de motim ou rebelião. Depois das agressões, inclusive, eles estariam “comemorando” pela “vitória” contra os funcionários.

A administração da unidade teria sido acionada. As ações na unidade continuaram normalmente e o autor da agressão não foi isolado ou alvo de qualquer sanção disciplinar. Inclusive, ele teria participado de um treino de capoeira às 16h.

A reportagem do Jornal da Manhã procurou a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para mais informações sobre o ocorrido. Também foi questionado o protocolo de segurança e medidas adotadas pelo Governo para garantir a integridade física dos trabalhadores da unidade.

Em nota, a Sejusp informou que, "por meio de sua Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), teve conhecimento sobre o ocorrido e já está apurando as circunstâncias assim como as responsabilidades e desdobramentos do caso citado na demanda. Cabe à Suase garantir, na esfera administrativa, a responsabilização do autor da agressão. A Suase não compactua com qualquer tipo de violação de direitos, inclusive de seus servidores e colaboradores de parceiros, e trabalha na defesa e garantia da integridade física e mental de todos."

A Secretaria também informa que "às equipes de agentes de segurança socioeducativos, a Sejusp oferece treinamentos de orientação quanto à realização de procedimentos, de forma a resguardar a própria integridade física, assim como a integridade dos adolescentes atendidos. Para além disso, promove o acolhimento, orientação e acompanhamento dos servidores por meio de ações da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor. Quanto aos Monitores, fica a cargo do Organização Social realizar as capacitações, orientações e acompanhamentos, sendo que a administração direta, por meio da Diretoria de Apoio à Gestão de Parcerias, realiza a orientação, acompanhamento e fiscalização desses procedimentos oferecidos aos colabores que prestam serviço nas unidades socioeducativas do estado".

Confira a nota completa da Sejusp:

"A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio de sua Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), teve conhecimento sobre o ocorrido e já está apurando as circunstâncias assim como as responsabilidades e desdobramentos do caso citado na demanda. Cabe à Suase garantir, na esfera administrativa, a responsabilização do autor da agressão.

A Suase não compactua com qualquer tipo de violação de direitos, inclusive de seus servidores e colaboradores de parceiros, e trabalha na defesa e garantia da integridade física e mental de todos.

Na Política de Atendimento Socioeducativo há normativas que preconizam, administrativamente, a aplicação do devido processo legal. Desse modo, os adolescentes passam por processo de apuração dos atos, mediante instauração de comissões disciplinares.

Informamos também que o gerenciamento de pessoal das parcerias é realizado de forma imediata pela Organização Social, sendo que a Suase acompanha rigorosamente as apurações e providências adotadas.

Integridade física e mental de monitores e agentes

Às equipes de agentes de segurança socioeducativos, a Sejusp oferece treinamentos de orientação quanto à realização de procedimentos, de forma a resguardar a própria integridade física, assim como a integridade dos adolescentes atendidos. Para além disso, promove o acolhimento, orientação e acompanhamento dos servidores por meio de ações da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor.

Quanto aos Monitores, fica a cargo do Organização Social realizar as capacitações, orientações e acompanhamentos, sendo que a administração direta, por meio da Diretoria de Apoio à Gestão de Parcerias, realiza a orientação, acompanhamento e fiscalização desses procedimentos oferecidos aos colabores que prestam serviço nas unidades socioeducativas do estado."

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