ATAQUES

Motociclista investigado por ataques a mulheres não pode ser preso antes das eleições; entenda

Homem é investigado em pelo menos cinco casos; Polícia Civil analisa possibilidade de enquadramento por estupro e estupro de vulnerável

Publicado em 01/10/2026 às 09:43
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(Foto/Reprodução)

A Polícia Civil identificou o motociclista investigado por ataques contra mulheres que estavam de bicicleta em Guarujá, no litoral de São Paulo. O homem foi levado à Delegacia Sede do município na tarde desta quarta-feira (30), onde prestou esclarecimentos, mas não permaneceu preso.

Segundo a investigação, pelo menos cinco vítimas já foram identificadas ou ouvidas. Entre os casos está o de uma adolescente. A polícia analisa se as ocorrências, inicialmente investigadas como importunação sexual, podem também ser enquadradas como estupro ou estupro de vulnerável, conforme as circunstâncias de cada caso.

As abordagens foram registradas por câmeras de segurança em diferentes pontos da cidade e ganharam repercussão nas redes sociais. Nas imagens, o motociclista aparece se aproximando de mulheres que pedalavam e utilizando uma bolsa semelhante às usadas por entregadores.

De acordo com a Polícia Civil, a identificação do homem ocorreu a partir de depoimentos das vítimas, imagens de monitoramento e informações da motocicleta, incluindo a placa.

Por que ele não ficou preso?

A regra estabelece que eleitores não podem ser presos ou detidos desde cinco dias antes da eleição até 48 horas após o encerramento da votação, exceto em casos de flagrante delito, cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado neste domingo (4).

Investigação continua

A Polícia Civil continua analisando os relatos e as imagens para definir o enquadramento jurídico dos casos e reunir elementos para um eventual pedido de prisão.

A investigação também busca verificar se todas as ocorrências foram praticadas pelo mesmo homem e identificar outras possíveis vítimas.

Até o momento, o suspeito é investigado e não há condenação pela Justiça.

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