POLÍCIA

MP investiga compra ilegal de votos em Araguari

Publicado em 16/11/2020 às 15:23Atualizado em 18/12/2022 às 10:52
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou no último sábado, 14 de novembro, uma operação para investigar a possível compra ilegal de votos de eleitores do município de Araguari, no Triângulo Mineiro. Está sendo apurada a simulada contratação de pessoas para trabalharem como fiscais nas eleições municipais, realizadas no domingo, 15. Os ilícitos teriam sido praticados por candidatos e partidos políticos. Um candidato foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, os quais se destinaram a comitês eleitorais e residências de alguns candidatos e de pessoas envolvidas nas campanhas.

A Operação Voto Livre, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Uberlândia, foi realizada com o objetivo de produzir provas dos ilícitos em investigação em trâmite no MPMG.

Os materiais arrecadados serão objeto de análises e perícias a serem realizadas pelo Gaeco com o intuito de obtenção de provas dos crimes cometidos pelos investigados.

Segundo a apuração, alguns candidatos e partidos políticos teriam captado ilegalmente votos de eleitores por meio de pagamentos que simulavam a remuneração por suposto trabalho como fiscais nas eleições. A prática, além de imoral, é prevista como crime pela legislação eleitoral  (artigo 299 do Código Eleitoral), com pena de até quatro anos de prisão, além de configurar infração cível eleitoral do artigo 41-A da Lei das Eleições.

De acordo com o MPMG, a investigação aponta que alguns candidatos teriam prometido ajuda e benefícios em troca do voto de eleitores, inclusive em relação a serviços públicos essenciais, como na área da saúde.

Conforme o MPMG, um dos candidatos teria usando seu cargo público para intervir em favor de eleitores, com nítido interesse eleitoreiro, a fim de angariar votos de forma ilegal e abusiva.

A Operação Voto Livre contou com a participação de dois promotores de Justiça e 34 policiais militares, sendo que todos os mandados cumpridos foram em Araguari.

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