Promotor criminal Laércio Conceição Lima apresentou as alegações finais e pediu a condenação máxima de sete pessoas
Promotor criminal Laércio Conceição Lima apresentou as alegações finais e pediu a condenação máxima de sete pessoas, entre elas uma mulher, por envolvimento em tentativa de homicídio ocorrido em fevereiro deste ano. A ação foi cometida contra o gerente de loja de utilidades domésticas e presentes e sua esposa, quando o casal chegava em casa no bairro Fabrício, junto com o filho de colo. O caso está sendo analisado pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta.
Consta que a vítima ocupava o cargo de gerente de uma loja de variedades recém-instalada na avenida Leopoldino de Oliveira e, por isso, se mudou para a cidade com a família há apenas seis meses, após ser transferido de Maringá, no Paraná. No dia 16 de fevereiro a vítima encerrou o seu expediente na empresa e deixou o local acompanhado de sua esposa e seu filho, de apenas seis meses de vida, dirigindo-se de carro para sua residência.
A vítima parou o veículo em frente do portão e a esposa desembarcou, indo até o portão. Enquanto a vítima manobrava o carro, guardando-o na garagem, a esposa iniciava o movimento para fechar o portão quando foi surpreendida por dois indivíduos armados. Ao constatar o assalto, o gerente saiu do carro bruscamente e foi em direção à esposa, sendo baleado no tórax.
Mesmo ferido, o gerente notou a aproximação de um terceiro indivíduo em um veículo que passou pela residência em baixa velocidade para dar fuga aos comparsas. A Polícia Militar recebeu informações de que o autor da tentativa de latrocínio estaria vendendo o veículo HB20, utilizado no assalto, ao denunciado “Vozinho”, por R$2 mil, e que o carro estaria escondido em propriedade no bairro rural de Santa Rosa.
Os PMs abordaram uma mulher que confirmou que o veículo pertencia ao namorado, que tinha participado do crime e logo chegaria com o comprador. Os três foram presos em flagrante por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo, e em diligências a polícia descobriu conversas pelo WhatsApp que revelaram o planejamento do crime e a participação de outros envolvidos, “Maykim”, “Neguim”, “Iguim” e um quarto indivíduo.
Pelas conversas, o promotor Laércio Conceição revela que também foi possível verificar a combinação de um homicídio que seria praticado por “Vozinho”, assim que concluísse a negociação do carro, e da prática de crimes como tráfico de drogas, roubos, receptação, associação criminosa, bem como posse e venda de armas de fogo. Em razão disso, o promotor pediu a condenação dos réus, no grau máximo, sendo sete por associação criminosa; e seis pelo crime, considerado hediondo, de tentativa de roubo, com emprego de violência que resultou em lesão corporal grave (“tentativa de latrocínio”), cuja pena seria de sete a 15 anos de reclusão.