Mulher de 58 anos acionou a Polícia Militar (PM) nesta terça-feira (26) para denunciar seu marido, de 70, por agredir uma menina de 10 anos e um menino de 8 anos, que são seus bisnetos.
Segundo a denunciante, ela mantém uma união estável com o suposto agressor, que é bisavô das crianças, e o casal possui a guarda de ambos. O menino de 8 anos tem alguns problemas de saúde, bem como distúrbios psicológicos, os quais a denunciante apresentou alguns laudos da criança com as doenças a qual ele é acometido e, devido aos problemas, ele faz acompanhamento em vários órgãos de saúde da cidade, inclusive acompanhamento psicológico.
Hoje, a mulher foi chamada pela psicóloga das crianças e tomou ciência das agressões físicas que ambos estão sendo submetidos por parte do idoso. O mais novo relatou que no dia 25 de abril estava brincando com o cachorro do vizinho e quando seu bisavô viu, começou a bater nele com o cinto, utilizando a fivela para agredi-lo. A mulher mostrou aos policiais os hematomas provocados pelas correias.
Já a menina de 10 anos disse que também foi agredida pelo bisavô e, inclusive, tentou impedir o mesmo de bater em seu irmão, além de mostrar aos policiais um pequeno corte no braço esquerdo, logo acima do cotovelo provocado pela agressão. Ela ainda relatou ter sido agredida a socos no rosto e também foi xingada de “demônio”, nome que o homem a chama constantemente.
O menino relatou ser xingado de “filho da puta”, “demônio”, entre outros nomes. Segundo relato, as agressões são mais constantes contra ele, que relatou aos militares apanhar de correia, chineladas e também com espada de São Jorge.
A mulher afirmou à PM que levou as crianças até a base, uma vez que a psicóloga exigiu o registro por parte dela e por temer perder a guarda das crianças que ela cuida há anos. De acordo com a polícia, ela apresentava bastante nervosismo, além de estar trêmula e com dificuldades na fala. Ela também relatou ser xingada por seu companheiro, porém nunca foi agredida.
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar as crianças, uma vez que elas podem estar vivendo em situação de risco. A reportagem procurou o Conselho, porém, não conseguiu contato.