POLÍCIA

Mulher que deixou bebê em lixeira responderá ao crime em liberdade

Mulher de 25 anos, presa na terça-feira (2), após abandonar filha recém-nascida em lixeira, pagou fiança de R$500,00

Renato Manfrim
Publicado em 03/10/2018 às 22:00Atualizado em 17/12/2022 às 14:07
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Mulher de 25 anos, presa na terça-feira (2), após abandonar filha recém-nascida em lixeira, pagou fiança de R$500,00 e, desta forma, vai responder por tentativa de infanticídio, ou abandono de incapaz, em liberdade. Ela, que confessou o crime, disse que tinha medo de perder o emprego de faxineira porque estava grávida e foi presa em virtude de imagens que a flagraram deixando a criança na lixeira.

“O crime cabe fiança, já que ela tem endereço fixo e emprego, sendo que a lei permite que a mulher responda em liberdade. Ela pagou meio salário mínimo (R$ 500,00) devido à sua condição financeira. Isso é um direito dela e está na lei. Se condenada, ela poderá cumprir pena no semiaberto”, disse o delegado Cyro Moreira, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Uberaba.

Durante coletiva à imprensa ontem, o delegado declarou que a hipótese mais provável é de que a jovem abandonou a filha porque estava sob efeito de estado puerperal - estado psíquico e emocional que a gestante tem logo após o parto. "Ela deixou a criança num lugar aleatório, expondo a vítima ao risco de morte. Então, neste momento, tudo indica que ela será indiciada por tentativa de infanticídio", relatou Cyro Moreira.

Segundo informações do HC-UFTM, a recém-nascida, que ainda não tem nome porque não foi registrada, saiu do Pronto Socorro Infantil e está sob cuidados da enfermaria da Pediatria; sem previsão de alta. O estado de saúde dela permanece estável, sendo que a bebê está em boas condições de saúde, sem ferimentos e sem infecção.

A jovem, que já tem um filho de oito anos que mora com ela, disse não saber quem é o pai da bebê. Ontem, um homem foi até o HC-UFTM e disse ser o pai dela. Desta forma, exame de DNA será realizado para confirmar ou não a alegação. 

Segundo informações, neste momento, o filho da suspeita estaria com os tios. O Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) acompanha a mãe para ver se ela apresenta algum problema mental ou alguma vulnerabilidade social. Se confirmados os riscos, as crianças poderão ir para a fila de adoção ou serem criadas pelos tios que teriam demonstrado interesse ao Conselho Tutelar.

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