POLÍCIA

Novo cangaço em Varginha: 15 corpos já foram identificados pelas autoridades

Publicado em 03/11/2021 às 07:07Atualizado em 19/12/2022 às 01:18
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Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Federal já identificaram 15 dos 26 mortos durante ação policial em Varginha, no Sul de Minas, no último domingo (31). Contudo, apenas seis já foram entregues aos familiares. Dos identificados, sete são moradores do Triângulo Mineiro -- quatro de Uberaba e três de Uberlândia. Os corpos se encontram no Instituto Médico Legal de Belo Horizonte. Ainda faltam 11 identificações. Ao todo, pelo menos oito mortos no confronto são de Uberaba, segundo informou a Polícia Militar.

Além da identificação dos mortos, a Polícia Civil também atua na investigação da “vida pregressa dos indivíduos, bem como dos fatos e de suas circunstâncias para possíveis correlações com outros eventos”.

Veja a lista dos identificados até o moment Artur Fernando Ferreira Rodrigues, 27 anos, Uberaba (MG) Dirceu Martins Netto, 24 anos, Rio Verde (GO) Eduardo Pereira Alves, 42 anos, Brasília (DF) - liberado Gerônimo da Silva Sousa Filho, 28 anos, Porto Velho (RO) - liberado Gilberto de Jesus Dias, 29 anos, Uberlândia (MG) Gleisson Fernando da Silva Morais, 36 anos, Uberaba (MG) Isaque Xavier Ribeiro, 37 anos, Gama (DF) Itallo Dias Alves, 25 anos, Uberaba (MG) José Filho de Jesus Silva Nepomuceno, 37 anos, Caxias (MA) Nunis Azevedo Nascimento, 33 anos, Novo Aripuanã (AM) - liberado Raphael Gonzaga Silva, 27 anos, Uberlândia (MG) - liberado Ricardo Gomes de Freitas, 34 anos, Uberlândia (MG) - liberado Romerito Araujo Martins, 35 anos, Goiânia (GO) Thalles Augusto Silva, 32 anos, Uberaba (MG) - liberado Zaqueu Xavier Ribeiro, 40 anos, Goiânia (GO)

Foto/Reprodução TV Alterosa

Oficialmente, a Polícia Militar informa que houve dois confrontos na ação que resultou na morte dos 26 acusados em Varginha. Na primeira chácara, 18 suspeitos foram mortos. Já na segunda, mais oito morreram. Nenhum policial se feriu. 

Segundo informações da corporação, os acusados participariam de ataques no domingo ou na segunda-feira em cidades da região sul do estado. O alvo da quadrilha possivelmente seria o Setor de Retaguarda e Tesouraria do Banco do Brasil (Seret) ou alguma empresa de transporte de valor.

Foi apreendido verdadeiro arsenal de guerra com os acusados -- fuzis, explosivos, pistolas, carregadores, 5.059 balas e outros materiais, como roupas, rádios, coletes e canetas laser.

Explosivos detonados. Os explosivos apreendidos durante a operação contra o Novo Cangaço em Varginha foram detonados pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) durante o feriado (2). Ao todo foram desarmados cerca de 50kg de explosivos. Uma escavadeira foi necessária para preparar o local, na zona rural, para evitar problemas durante a detonação dos explosivos. 

NOVO CANGAÇO

As ações do Novo Cangaço são sempre marcadas por extrema violência. Em todos os casos a rotina é a mesma: criminosos equipados com roupas especiais, coletes à prova de balas e metralhadoras, quadrilhas com 30 a 40 criminosos chegam às cidades a bordo de diversos carros roubados, fuzilam batalhões da Polícia Militar com armas de grosso calibre para impedir a ação policial próxima ao local do crime, fazem disparos para intimidar a população, interditam vias de acesso à cidade e ao local e explodem caixas eletrônicos. Horas depois fogem com o dinheiro e abandonam os veículos usados em outras localidades. Os lugares também são escolhidos pela facilidade: se dá para entrar e pegar o dinheiro, se tem polícia suficiente para barrá-los, se será possível manter a polícia longe do local do crime, se tem rotas de fuga.

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