Um grupo de empresários do Rio de Janeiro, suspeito de praticar fraudes no Distrito Federal, foi alvo de operação na manhã de ontem em quatro estados
Um grupo de empresários do Rio de Janeiro, suspeito de praticar fraudes no Distrito Federal, foi alvo de operação na manhã de ontem em quatro estados. Nove pessoas estão sendo procuradas. Em Uberaba, o Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um dos suspeitos. A reportagem tentou contato com o Gaeco local, porém as informações estão sendo priorizadas apenas no Gaeco do Distrito Federal, não sendo possível uma melhor apuração envolvendo o uberabense.
Segundo as investigações, os procurados montaram um esquema na instalação de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) no Distrito Federal. Investigadores afirmam que o projeto de expansão das UPAs foi capitaneado pelo ex-governador Sérgio Cabral e visava ao pagamento de propina de R$1 milhão por cada UPA que fosse instalada no Distrito Federal.
Entre os investigados estão os empresários Ronald de Carvalho, da Metalúrgica Valença, no sul do Rio de Janeiro; Miguel Skin, preso pela Lava-Jato do Rio de Janeiro; Artur Soares, conhecido como Rei Artur, e Cláudio Albuquerque Haidamus, diretor de empresa, suspeito de ocultar patrimônio de Artur Soares.
O Ministério Público Federal já investigava irregularidades na instalação de contêineres para UPAs no Rio de Janeiro. E com a mesma empresa, a Metalúrgica Valença, do empresário Ronald de Carvalho, de Barra do Piraí, no sul fluminense. Os investigadores contam que esse esquema começou a partir de um plano nacional de expansão das UPAs, liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral e o seu então secretário de Saúde, Sérgio Côrtes.
A ação, do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal, tem o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Polícia Civil de Brasília e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público de Contas do DF.