POLÍCIA

Operação "Caixa Forte" prende seis membros de facção criminosa em Uberaba

Um deles já estava recolhido na penitenciária e é apontado como responsável por comandar, em Minas, o setor do PCC chamado 'Geral do Progresso'

Publicado em 09/08/2019 às 08:01Atualizado em 17/12/2022 às 23:16
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Divulgação/Polícia Federal

Celular apreendido dentro da penitenciária Aluízio Inácio de Oliveira, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, junto com um dos alvos da operação Caixa Forte, que cumpria pena por furto, roubo e tráfico de drogas 

Agentes da Polícia Federal foram às ruas desde os primeiros momentos desta sexta-feira (9) para cumprimento de mandados de prisão. Em Uberaba, seis pessoas estavam entre os alvos e foram presas, sendo que uma delas estava na penitenciária Aluízio Inácio de Oliveira. Houve também uma prisão em Conceição das Alagoas. Pelo menos 40 policiais de Uberaba, Uberlândia e Divinópolis participaram da ação.

Segundo a PF, o esquema envolvia integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Somente os alvos desta sexta-feira (9) teriam movimentado mais de R$ 7 milhões nos últimos 9 meses. Os presos são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa.

Um dos alvos da operação já estava recolhido na penitenciária de Uberaba e cumpria pena por furto, roubo e tráfico de drogas. Foi apreendido com ele um celular. As demais prisões em Uberaba ocorreram nos bairros Valim de Melo, Jardim Primavera, Recanto da Terra e Tutunas. Segundo informações da PF, os alvos em Uberaba não tinham ligação direta com o PCC, mas relações próximas com membros. Dos presos, cinco tiveram suas contas bancárias usadas para lavar dinheiro para a facção.

As investigações apontam que o dinheiro movimentado por este braço financeiro da facção criminosa é originário do tráfico de drogas e visava a transferência entre contas bancárias de forma fracionada para não acionar dispositivos de vigilância do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Segundo Alexsander Oliveira, delegado da Polícia Federal e coordenador do Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), o homem preso em Uberaba era o responsável por comandar, em Minas, o setor do PCC chamado “Geral do Progresso”. O núcleo é o responsável pelo tráfico de drogas na facção. "Ele era o chefe máximo do PCC em Minas Gerais. De dentro da cadeia ele coordenava distribuição de drogas para os membros do PCC, que faziam a distribuição nas ruas”, explicou.

“Esses valores eram depositados nas contas em pequenas quantidades, que antes de chegar ao montante de R$ 10 mil reais, eram sacados em terminais eletrônicos sem a identificação do sacador, ou transferidos para outras contas até que esse dinheiro chegasse à sintonia final do PCC”, explicou o delegado. “Sintonia final”, de acordo com Alexsander Oliveira, seria a direção geral da quadrilha.

A operação foi feita em quatro estados visando desarticular o braço financeiros responsável por organizar esquemas de lavagem de dinheiro. Outros mandados judiciais também são cumpridos nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram expedidos 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de bloqueio de contas bancárias. Coordenada pela Polícia Federal em Minas Gerais, a Operação “Caixa Forte” tem a maior parte dos alvos no Paraná. A operação “Caixa Forte” deriva da operação “Cravada”, desencadeada na terça-feira (6) contra a mesma organização criminosa, quando uma jovem foi presa em Uberlândia.

A operação conta com o apoio da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Federal e de agentes penitenciários. Segundo Anderson Damasceno, chefe substituto da sessão de operações da PRF em Minas, o Triângulo Mineiro é importante rota para a circulação de entorpecentes que abastecem os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Ele adiantou, ainda, que a corporação deve implantar um canil para atender a região nos próximos meses a fim de auxiliar a localização de drogas que possam estar escondidas em carros, ônibus e caminhões.

Atualmente, a Polícia Federal estima que o PCC atua nos 26 Estados da federação, além da presença em outros países. A facção movimenta semanalmente, só com a venda de cocaína, R$ 5 milhões em todo o Brasil. Em Minas Gerais, cerca de 2.400 criminosos fazem parte do PCC, garantiu a corporação.

*Com informações do Hoje em Dia

 

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