A investigação começou no primeiro semestre de 2018, quando a PF identificou que armas de fogo estariam sendo remetidas pelos Correios
A Polícia Federal (PF) desencadeou nesta quinta-feira a Operação Gun Express, para prender integrantes de um grupo especializado em tráfico internacional de armas de fogo e munições. A estimativa é de que o grupo remeteu e transportou, desde 2016, mais de 300 armas, investindo cerca de R$ 2 milhões.
Cerca de 310 policiais federais cumpriram 62 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva em Minas, Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraíba, Sergipe, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
A investigação começou no primeiro semestre de 2018, quando a PF identificou que armas de fogo estariam sendo remetidas pelos Correios, escondidas em equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras.
Os policiais apuraram que pessoas no Paraná, na Bahia e no Rio Grande do Norte, que integravam a quadrilha, atuavam em associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas de fogo, acessórios e munições. Todo material teria como destino outros estados, com destaque para a Bahia e o Rio Grande do Norte. A PF chegou também a apreender armas escondidas nos tanques de combustíveis de veículos.
Foi identificado que parte do pagamento das armas era feito por intermédio de empresas de fachada controladas por suspeitos da Bahia e do Rio Grande do Norte para dar aparência lícita aos repasses financeiros feitos pelo sistema de transferências bancárias.