POLÍCIA

Operação do Gaeco combate a entrada de K4 na penitenciária

Onze mandados de prisão e 15 de busca e apreensão foram cumpridos contra organização que enviava a droga por Sedex para o presídio

Carlos Paiva
carlospaiva@globo.com
Publicado em 12/11/2021 às 11:40Atualizado em 18/12/2022 às 16:46
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Fotos/Divulgação

Onze mandados de prisão e 15 de busca e apreensão foram cumpridos durante “Operação K4ixa Postal”, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional de Uberaba, com o apoio da Polícia Militar e Polícia Penal, na manhã dessa sexta-feira.

A operação tem o objetivo de desarticular organização criminosa voltada à prática de associação, tráfico de drogas e falsidade ideológica. O público-alvo são presidiários lotados na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Uberaba contra detentos em liberdade e indivíduos em liberdade, nas cidades mineiras de Uberaba e Sacramento.

De acordo com o Gaeco, as investigações tiveram início em março deste ano e detectaram dezenas de repasses, na modalidade “Sedex”, e tentativas de inserção por meios ilícitos, da substância entorpecente denominada K4, uma espécie de maconha sintética produzida em laboratórios clandestinos.

Ainda segundo os promotores de Justiça à frente das investigações, a droga K4 é cerca de 100 vezes mais potente do que a maconha em seu estado natural, levando o indivíduo a um comportamento agressivo e agitado, além de causar dependência física e psíquica.

No curso da investigação, conforme os promotores de Justiça, foi verificado que a atividade escusa intracárcere tornou-se notadamente rentável. Por exemplo, um pequeno “selo da cartela” ou “quadradinho” (vinham distribuídos vários em uma folha A4) contendo o K4 borrifado chegava a ser comercializado por R$30,00.

As investigações indicam que criminosos em liberdade e presidiários se aproveitavam do fato de que as visitações e entregas de materiais na penitenciária estavam suspensas, em virtude de protocolos adotados pela pandemia de Covid-19, para assim acondicionarem a droga sintética no meio de kits, dentro de caixas a serem entregues aos presos destinatários pelos Correios.

As averiguações também evidenciaram que investigados remetiam drogas para a unidade prisional inserindo, falsamente, nomes de parentes e ou pessoas ligadas a presidiários como remetentes, com o intuito de que tais detentos recebessem os kits.

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