Fotos/Fábio Braga
Chefes e outros criminosos da facção foram presos na operação, cujas investigações duraram 10 meses
Em coletiva de imprensa realizada hoje (10), promotores do Ministério Público de Uberaba apresentaram balanço da Operação Guilhotina, que prendeu 3 pessoas em flagrante nesta terça, além de outros 12 envolvidos. As investigações duraram 10 meses e a operação visa dar fim às atividades criminosas de lideranças de facção que atuavam dentro e fora dos presídios de Minas Gerais e São Paulo, sendo desencadeada em Uberaba e com reflexos da Conceição das Alagoas. As investigações revelaram, ainda, que dois dos pontos de drogas mais rentáveis da facção criminosa estavam em Conceição e se estendiam para Uberaba e região.
A Polícia Militar atuou em conjunto com o Gaeco e a operação indicou às autoridades que as investigações se esbarravam umas nas outras. Isso porque autores que participam de facções atuam em vários ramos, como o tráfico de drogas e roubos. As autoridades ainda reiteraram que, nos mesmos moldes da Operação Guilhotina, outras serão deflagradas, demonstrando o trabalho contumaz contra o tráfico de drogas e outros crimes. Alguns dos presos também participaram da queima de ônibus em junho e em outros crimes, como latrocínios, sendo alguns reiterados na prática criminosa.
A migração para cidades pequenas é algo que chama a atenção das autoridades, que reforçaram policiamento para "fazer frente" contra a criminalidade na região. As investigações mostraram que o braço em Conceição faturava cerca de R$ 30 mil mensalmente.
Foram tiradas de circulação lideranças de perigoda facção criminosa que estavam instaladas na regição atuando constantemente na prática de crimes, inclusive num latrocínio recente, e daí vem o nome da operação, que vira cortar tais lideranças e "estrangular" a organização, que estava atrelada a toda uma diversificação de crimes, conforme explica a subcoordenadoria do Gaeco. O latrocínio em questão é do empresário Carlos Alberto Borges Rodrigues da Cunha, ocorrido no mês passado, no Distrito Industrial 1.
Ao todo, 31 pessoas foram detidas durante a Operação Guilhotina, sendo por mandado de prisão ou em flagrante. As prisões ocorreram em Uberaba, Conceição das Alagoas, Iturama, Itapecerica da Serra (SP) e Pacaembu (SP). Além de cadernos, joias, celulares, dinheiro, munição e veículos, ao longo da operação também foram apreendidos cerca de 5 kg de cocaína, 5 kg de crack e 5 kg de maconha.