POLÍCIA

Operação mira sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em indústrias de ração em Minas

Foram identificadas vendas de mercadorias sem nota-fiscal

Publicado em 24/10/2019 às 17:51Atualizado em 18/12/2022 às 01:22
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Vinte e três mandados foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (24), durante a 2ª fase da "Petscan" em empresas fabricantes e distribuidoras de rações de 11 municípios de Minas Gerais. A ação conjunta foi deflagrada pela Polícia Civil, Ministério Público e Receita Estadual.

Entre os mandados cumpridos, foram dois de prisão e 21 de busca e apreensão. Os alvos foram estabelecimentos comerciais e residências de Belo Horizonte, Contagem, Santa Luzia, Sabará, Lagoa Santa, Itaúna, Muriaé, Juiz de Fora, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Itambacuri.

Segundo levantamentos, a principal envolvida no esquema é uma grande fabricante situada na cidade de Santa Luzia, em Belo Horizonte, alvo da operação “Petscan I”, deflagrada em dezembro de 2016. Na ocasião, foi apreendida grande quantidade de documentos e copiados arquivos eletrônicos que serviram de base para a lavratura de cinco autos de infração pelo fisco mineiro, cujos valores alcançam cerca de 200 milhões de reais.

Foram identificadas vendas de mercadorias sem nota-fiscal, práticas de subfaturamento e emissão de documentos fiscais com indicação de destinatários diversos dos reais, entre outras fraudes, bem como práticas direcionadas à ocultação de patrimônio, valores e rendas gerados pelos negócios ilícitos.

"Duzentos milhões de reais sonegados, uma operação realizada por causa desses R$ 200 milhões e os envolvidos continuaram deixando de recolher impostos para o povo de Minas Gerais; e agora receberão novas autuações fiscais e quatro deles estão presos e vão responder por crimes gravíssimos. As investigações vão continuar nos inquéritos policiais e em breve serão oferecidas denúncias em desfavor não só dos estão presos, mas também daqueles que, embora não presos, participaram do esquema criminoso desses graves delitos", afirmou o promotor de Justiça do MPMG Hugo Barros.

A operação é mais uma ação desenvolvida no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), que busca coibir a prática de sonegação fiscal e recuperar os valores desviados dos cofres do Estado. 

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