POLÍCIA

Pais de aluno acusam professora de escola municipal de racismo

Segundo os pais, eles perceberam, nos últimos dias, que o filho estava retornando da escola e agindo de forma diferente

Tulio Micheli
Publicado em 26/10/2019 às 12:10Atualizado em 18/12/2022 às 01:23
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Boletim de ocorrência de injúria racial foi registrado na noite de sexta-feira (25), em Uberaba, onde uma professora de escola municipal, localizada no Parque São José, é acusada de ofender aluno que apresenta quadro de autismo e hiperatividade, de cinco anos de idade. 

A reportagem teve acesso ao registro e o relata nesta matéria com extrema fidelidade ao documento, cabendo a restrita divulgação da acusação. Conforme o boletim de ocorrência, o pai e a mãe da criança se dirigiram até a Aisp 84, no bairro Boa Vista, informando que o filho estuda na instituição de ensino por conta de a mesma oferecer professores especializados na alfabetização e educação de crianças que reúnem desordens do desenvolvimento neurológico.

Segundo os pais, eles perceberam, nos últimos dias, que o filho estava retornando da escola e agindo de forma diferente. Quando questionaram a criança sobre o que estaria acontecendo, o menino sempre dizia que não podia contar. Com certa insistência e cautela, os pais conseguiram conversar com o filho, e o mesmo contou que tinha medo da referida professora da unidade escolar. Ele afirmou que uma professora, de 52 anos, o tratava muito mal e sempre o chamava de burro. Ele ainda contou que, certo dia, a acusada disse a ele que "não gostava de negro e que as crianças negras fedem e têm as mãos tortas" (sic).

No boletim de ocorrência consta também que a professora ainda disse que a criança "tem sorte de ter um pai branco, pois se não fosse assim, ele seria negro como a mãe" (sic). O documento ainda afirma que outras duas professoras teriam tomado conhecimento dos fatos, tendo uma delas confeccionado relatório de como estava o aluno após ser ofendido pela professora. O relatório pedia a tomada de providências por parte da direção da escola. 

A Secretaria Municipal de Educação informa, por nota, que o fato teria ocorrido no início do mês de outubro e está sendo apurado internamente a veracidade das informações. Como de praxe, a professora que teria se envolvido no episódio foi afastada imediatamente para apurações internas. A diretora da escola também dialogou com os pais, que resolveram fazer boletim de ocorrência depois de todos esses procedimentos. A secretaria confirma o que foi relatado pelos pais, de que os fatos foram registrados oficialmente pela escola. A secretaria não concorda com qualquer atitude que seja contra a educação para a paz e a cidadania.

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