POLÍCIA

Pastor candidato a vereador é denunciado por suposta troca de combustível por adesivação

Publicado em 01/11/2020 às 17:01Atualizado em 19/12/2022 às 06:14
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Foto/Reprodução

A movimentação em um posto de combustível em Belo Horizonte chamou atenção dos eleitores. Em vídeos que circulam nas redes sociais na semana passada, filas enormes de motoqueiros dobravam o quarteirão, com adesivação em carros que eram abastecidos no local.

Conforme uma denúncia anônima reportada pelo jornal O Tempo, o candidato a vereador de Belo Horizonte, Pastor Arthur Moura (MDB), estaria trocando a adesivação de carros por gasolina.

Segundo relatos de eleitores, o candidato não se encontrava no local, mas os seus assessores adesivavam os carros em troca de R$ 50 em combustível. Ainda de acordo com a denúncia, o candidato teria pagado adiantado ao posto cerca de R$ 30 mil, com limite de R$ 1.000 por dia, ou seja, 20 carros.   O candidato nega acusações.

 “Isso não procede, foi de má-fé que fizeram isso (a denúncia em vídeos). Estavam lá abastecendo os meus prestadores de serviço. Sou pastor, tenho uma imobiliária, sou corretor de imóveis, e agora ainda tem a campanha. Então, misturaram tudo, marketing comercial da imobiliária, com evangelismo da igreja, com a campanha de vereador. Estou trabalhando da mesma forma que os demais candidatos: deixo R$ 1.000, aí vem um ou outro e abastece sem criar tumulto nos postos”, explicou.  

Segundo a Resolução 23.607/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, que trata do abastecimento de veículos utilizados em eventos e carreatas, é permitido até dez litros de combustível por veículo, desde que a nota fiscal seja emitida no CNPJ do partido/candidato. Recomenda-se, ainda, que a nota fiscal contenha discriminação de cada veículo abastecido (placas, litros e valores), bem como que o partido apresente na prestação de contas relatório discriminado de veículos abastecidos (marcas, modelos, placas, litros e valores) e fotos ou vídeos que comprovem a realização do evento ou da carreata.

O pastor ainda completou que foi uma fake news que correu em grupos de WhatsApp de motoqueiros e que os atraiu ao local. “Quando vi, tinha cem motoqueiros no local, e na verdade eu deixei para 20 pessoas. Inclusive quem abasteceu participou da carreata comigo no último fim de semana, tem até gravado”.   

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