No relatório final, consta que a denúncia teria se originado na publicação de um veículo de comunicação e, posteriormente, ganhado espaço em outras mídias
Polícia Civil e a Comissão Permanente de Sindicância Investigativa da Prefeitura arquivaram processo e expediram parecer favorável a um servidor acusado de abusar sexualmente de uma criança, dentro de uma escola municipal, em meados de julho de 2018.
No relatório final, consta que a denúncia “teria se originado na publicação de um veículo de comunicação e, posteriormente, ganhado espaço em outras mídias”. O inquérito tramitou sob sigilo e o servidor foi afastado da unidade onde trabalhava, para segurança do mesmo e apuração dos fatos.
O documento ainda explica que “com base na extensa investigação promovida pela Delegacia de Polícia Civil de Orientação e Proteção à Família, a 3ª Promotoria de Justiça de Uberaba concluiu pela não comprovação da veracidade da denúncia de que trata o presente feito e requereu o arquivamento do inquérito policial”.
A secretária de Educação, Silvana Elias, alerta quanto ao uso das redes sociais e denúncias infundadas, como instrumentos que ferem a integridade social. Para ela, o dano causado na vida do servidor, que tem quase 30 anos de serviços prestados à Prefeitura, é irreversível. E acrescenta que no comportamento dele como servidor não há fatos que o desabonem, como foi também esclarecido na época da denúncia pela Prefeitura.
“Vivemos uma época de denuncismos, muitas vezes de forma irresponsável e inconsequente. Um tempo de ‘atirar pedras’, de julgamentos precipitados e de cultivo ao ódio. Infelizmente, diante de vários acontecimentos, detectamos sim – e punimos culpados e adultos sem caráter, mas em vários casos observa-se que quem acusa de forma precipitada procura esconder outras situações familiares mais graves”, desabafa.
Por isso, ela enfatiza que “é preciso que as famílias e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes tenham muito cuidado antes de divulgar fatos sem provas e, mais do que isso, em casos como esse, devem procurar em primeiro lugar a polícia”.