POLÍCIA

PC investiga compartilhamento de vídeo de criança vítima de abuso

Caso tomou conta das redes sociais no início desta semana, ferindo as garantias legais constantes na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente

Tulio Micheli
Publicado em 26/11/2019 às 23:06Atualizado em 18/12/2022 às 02:16
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Foto/Jairo Chagas

Delegado Rodolfo Rosa Domingos esclareceu que as investigações para identificar os responsáveis pelas postagens já estão em curso

Definitivamente, as redes sociais não são mais terras desabitadas e sem leis, principalmente quando determinado assunto ou opinião se torna crime. Nas últimas horas, grupos de WhatsApp, páginas do Facebook e até mesmo perfis pessoais estão compartilhando vídeo de criança que foi abusada sexualmente no domingo (23), em Uberaba.

A reportagem conversou com o delegado Rodolfo Rosa Domingos, delegado regional de Polícia Civil de Uberaba, que esclareceu que investigações já estão em curso.

“As garantias legais aparecem na Constituição Federal, mas também no Estatuto da Criança e do Adolescente, que no Artigo 18 define que “é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

O delegado ainda enfatiza a responsabilidade de quem anda compartilhando vídeos e fotos. “Se em 1990, quando o Estatuto da Criança e do Adolescente foi promulgado, essa já era uma preocupação importante, imagina agora, quanta responsabilidade envolve colocar na internet uma foto de criança. Já estamos investigando”, afirmou o delegado regional da Polícia Civil. 

Rodolfo terminou dizendo sobre os perigos oferecidos em compartilhamentos como o caso do abuso. “A rede social é como uma grande praça pública, onde todos podem ver e ser vistos. Uma imagem pode afetar para sempre a reputação de uma pessoa. Imagens que exponham a intimidade de crianças tomando banho ou trocando de roupa, por exemplo, podem acabar chamando a atenção das redes de pedofilia. Mesmo que obviamente não seja uma cena erótica, ela pode ser usada por pessoas mal-intencionadas fora de contexto e em situações impróprias”, finalizou o delegado.

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