PF cumpre 55 mandados de busca e apreensão em 23 cidades, dentre elas Uberlândia em Minas Gerais
O Primeiro Comando da Capital (PCC) criou um sistema de "tributação de crimes" e chega a cobrar até R$ 250 por mês de seus integrantes para manter despesas. O esquema foi revelado pelo delegado Ricardo Hiroshi Ishida, da Polícia Federal (PF), responsável por investigações sobre crime organizado em Curitiba.
Na manhã desta terça-feira (06), uma operação apelidada de Cravada prendeu 20 pessoas em sete estados. A Cravada busca desarticular a rede de financiamento da facção criminosa. Dos 30 mandados de prisão expedidos pela Justiça por conta da operação, oito já estavam presos, sendo que três deles estão detidos em Piraquara.
Na operação, outras 18 pessoas foram presas, além de mais dois detidos em flagrante que não tinham mandado. Quatro pessoas continuam foragidas. Além disso, a PF cumpre 55 mandados de busca e apreensão em 23 cidades, dentre elas Uberlândia, em Minas Gerais.
"É como se houvesse um sistema de tributação do crime", afirmou o delegado, descrevendo o financiamento do PCC. "Se pegarmos um salário mínimo de hoje [R$ 998], 25% desse valor iria para essas contribuições para a facção criminosa", explicou.
De acordo com o delegado da PF Martin Bottaro Purper, coordenador da operação Cravada, a estimativa é que o PCC obtinha até R$ 1 milhão por mês com essas contribuições. Esse valor era distribuído por cerca de 400 contas bancárias para evitar seu rastreamento e, de lá, saía para financiar compra de armas, drogas, pagamento de despesas de familiares de membros da quadrilha e para remunerar lideranças.
*Com informações do UOL