Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás
Foto/divulgação
Para combater o tráfico internacional de pessoas e trabalho escravo, a Polícia Federal desencadeou a Operação Fada Madrinha nesta quinta-feira (10). Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
As investigações começaram em 2017, após denúncias de que transexuais estariam sendo aliciadas, por meio de redes sociais, com promessa de procedimentos cirúrgicos para transformação facial e corporal e participação em concursos de beleza na Itália.
A PF descobriu que as vítimas consideradas “mais bonitas e promissoras” foram enviadas àquele país, onde contraíam dívidas para participar de concursos e acabavam se tornando vítimas de exploração sexual pelos criminosos.
O grupo atuava em Franca (SP) e, ao longo das investigações, a Polícia Federal descobriu esquema semelhante operado em Goiás e Minas Gerais. Também encontraram uma "parceria comercial entre os investigados, mediante intercâmbio de vítimas”.
A Operação visa cumprir cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Franca nas cidades de São Paulo (SP), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Leopoldina (MG), além de Franca.
A operação teve apoio do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Federal. Cerca de 52 policiais federais atuam na intervenção.
Segundo nota da PF enviada à Agência Brasil, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, associação criminosa, rufianismo e exercício ilegal da medicina.
*com informações da Agência Brasil