A Polícia Federal (PF) investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, por supostamente pagar influenciadores digitais para promover ataques ao Banco Central (BC) nas redes sociais.
Segundo a investigação, revelada durante a 10ª fase da Operação Compliance Zero, os pagamentos teriam chegado a R$ 2 milhões. A apuração busca esclarecer uma suposta campanha coordenada para comprometer a credibilidade do Banco Central após a liquidação do Banco Master, determinada em novembro do ano passado.
De acordo com a PF, o chamado "Projeto DV" teria sido financiado com recursos provenientes de fraudes investigadas na instituição financeira.
Os investigadores também afirmam que influenciadores que recusaram participar da campanha teriam sido intimidados e que jornalistas e pessoas ligadas a autoridades públicas foram monitorados.
Um dos alvos da operação foi Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi. A PF também apura uma suposta tentativa de obter informações privadas sobre a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, além da possibilidade de contratá-la para impedir novas reportagens sobre o Banco Master.
Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer irregularidade, afirmou que ele sempre atuou dentro da legalidade e destacou que a investigação não autoriza conclusão antecipada de culpa.
O empresário informou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.