Fotos/Divulgação/PM
A Polícia Militar de Uberaba destaca a utilização de cães no serviço operacional e afirma que o apoio dos animais é sempre vantajoso para as operações, principalmente quando é usado com a devida técnica. Pois, ao empenhar um cachorro em uma ação há economia de efetivo, aumento da segurança do policial e em determinadas missões, resulta em maior possibilidade de êxito.
A utilização do cão facilita a ação policial quando desenvolvida em locais de difícil acesso, como grutas, ribanceiras, buracos ou em locais onde o risco é iminente.
Conheça cada atividade
Captura - O cão de captura tem a preparação baseada no "Hunting drive" do cão, que nada mais é que o instinto natural do cão em desenvolver habilidades para a caça, sendo assim selecionado o animal para a atividade de captura. Isto porque, faz-se necessário que o cão tenha instintos elevados de caça e que seja preparado até o adestramento para a atividade de captura.
A atividade consiste em localizar indivíduos em áreas diversas em que o cão possa farejar os locais por onde o infrator passou, ou seja, através de partículas de odor do procurado.
Dispersão - Os cães da PM também podem ser utilizados para dispersão de manifestantes, bloqueio de determinadas vias e ocupação de pontos diversos. É possível adaptar os grupos de polícia de cães para as formações em linha, em cunha e em escalão, apesar da formação em linha ser a mais viável e utilizada.
Drogas - Os cães também são empenhados em localizar drogas, atividade que desenvolvem muito bem. Importante destacar que em momento algum do treinamento de faro de entorpecentes, o cão entra em contato direto com a droga, apenas lhe é oferecido o cheiro da substância a ser procurada. As raças mais utilizadas atualmente para esta atividade sã Pastor Alemão, Labrador, Pastor Belga Malinois.
Emprego de força - Outra atividade é o uso seletivo da forma de emprego do cão, ou seja, o uso da força do animal. Isto porque, o uso diferenciado do físico do animal, para esta atividade, está atrelado ao nível de resistência apresentado pelo infrator. Os níveis de força mostrados pelo criminoso farão com que o policial selecione a forma de emprego do cão da forma mais adequada, sendo que o cão pode ser entendido como um instrumento de menor potencial ofensivo.
Conheça a história da Rocca em Uberaba
As Rondas Ostensivas com Cães (Rocca) do 4º Batalhão da Polícia Militar começaram em meados de janeiro de 1991. O trabalho teve início sob o comando do Tenente Coronel Gilberto (hoje Coronel QOR), criou-se o 3º Pelotão Canil.
Na época, o canil era formado por quatro cães da raça Pastor Alemão Capa Preta, doados pelo Ten. Riposatti, apelidados de Thor, Yoko, Conan e Shiva. O treinamento foi ministrado aos militares, pelo, então Tenente Levi e Soldado Torres, ambos do Canil Central de Belo Horizonte.
Já no ano de 2009 o canil do 4º BPM, teve o privilégio de ser o primeiro canil do interior de Minas Gerais a ministrar o Curso de Cinotecnia fora de Belo Horizonte, por instrutores da própria unidade, com a devida autorização da Academia da PM.