Análise do produto, que levava até uma semana, agora pode ser feita em minutos
Foto/Divulgação Polícia Civil
O Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais adquiriu um equipamento, no valor de R$ 1 milhão, para as análises de verificação de supostas bebidas adulteradas. O investimento foi realizado após o caso de intoxicação pela substância dietilenoglicol encontrada na cervejaria Backer, que resultou na morte de dez pessoas no Estado.
Segundo a perita criminal da seção técnica de física e química legal do Instituto de Criminalística, Renata Fontes Faraco, o aparelho foi adquirido por meio de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério Público de Minas Gerais.
Na prática, o equipamento vai agilizar o processo de análise de uma bebida suspeita. O perito criminal, Pablo Alves Marinho, explica que o que antes era feito, em média, até em uma semana agora terá um resultado em questão de minutos.
É possível analisar bebidas comerciais fermentadas e destiladas. No caso das destiladas, são usados 30ml da amostra, injetados diretamente no equipamento, que vai monitorar seis parâmetros: densidade, PH, cor, turbidez, extrato e teor de álcool. Em 5 minutos é feito um perfil químico da bebida.
Dessa forma, é possível identificar se a bebida foi adulterada antes ou após deixar a fábrica.
*Com informações do jornal O Tempo