Pelos menos 50 animais morreram. Até o momento quatro pessoas foram indiciadas por falsificação de produtos e crime contra saúde pública

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a intoxicação de animais domésticos por monoetilenoglicol encontrados de forma irregular em pestiscos para cães. Pelos menos 50 animais morreram. Até o momento quatro pessoas foram indiciadas por falsificação de produtos e crime contra saúde pública. Todos os indiciados são da empresa Tecnoclean, responsável pela venda do produto a fabricante Bassar.
Segundo o inquérito, o produto altamente tóxico e impróprio o consumo alimentício foi vendido pela Tecnoclean como Propilenoglicol, que é usado para a fabricação dos alimentos para os cães pela Bassar. Os rótulos dos barris com as duas substâncias estavam trocados. A responsável pelas investigações, Danúbia Quadros, chefe da Delegacia de Defesa do Consumidor, afirma que compreender se a troca foi uma falha humana ou intencional pode definir as investigações.
"Independente da situação, trata-se de um dolo, pois em uma conversa telefônica entre funcionários da empresa Tecnoclean e A&D Química e Comércio Eirelle (revendedora das substâncias) revela que era sabido que a revenda do monoetilenoglicol não é permitida para empresas de ramo alimentício, apenas para empresas do ramo industrial", detalha.
Cinco empresas foram investigadas: Crystal Limpe, A&D Química e Comércio Eirelle, Tecnoclean, Bassar e Pets. Apenas a Tecnoclean foi apontada como responsável pela intoxicação. Quatro pessoas, representantes legais e responsáveis técnicos foram indiciados. A Polícia não informou se pedirá a prisão dos envolvidos.
"Os crime de falsificação e contra a saúde pública têm pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão", completa a delegada.
Em Minas Gerais, 14 animais morreram, em todo o país, segundo a delegada, foram pelo menos 50 cães. Entretanto, considerando os que ainda estão internados, a lista ultrapassa os 100 casos.
Ainda segundo a delegada, as investigações começaram em 19 de agosto deste ano quando duas tutoras buscaram ajuda policial. "Sempre trabalhamos em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para os desfechos das investigações", afirma.
Fonte: OTEMPO