POLÍCIA

Polícia Civil prende suspeitos de estelionato contra idosas

As investigações continuam para saber como os criminosos conseguiam informações das vítimas antes de aplicar o golpe

Publicado em 28/01/2020 às 18:57Atualizado em 18/12/2022 às 03:52
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da 2ª Delegacia de Furtos e Roubos (Depatri), prendeu em flagrante, dois suspeitos, de 26 e 30 anos, de aplicarem golpes, principalmente contra mulheres idosas.

As investigações duraram cerca de três meses e, após período de campana e levantamento de ocorrências locais, foram encontradas 34 máquinas de cartões e diversos cartões de crédito e débito, possivelmente de vítimas dos investigados.

O golpe

"Eles ligavam para a casa da vítima e se identificavam como funcionário do banco onde a pessoa tinha alguma conta corrente ou algum cartão de crédito. Comunicavam que ela estava sendo vítima de um golpe, questionando-a se reconhecia algum tipo de compra ou transação bancária. A vítima, então, dizia que não reconhecia, justamente por nunca ter ocorrido tal movimentação. A partir daí, os golpistas diziam que precisavam realizar procedimentos de segurança. Entre esses procedimentos, incluía-se fazer uma carta à Polícia Civil comunicando que havia caído em um golpe e fazer a entrega de seu cartão e senha para um motoboy, em um envelope lacrado. De posse do cartão, os golpistas faziam saques e compras", explicou Gustavo Barletta, delegado que coordenou as investigações.

Para dar credibilidade, os suspeitos pediam, ainda, que as vítimas ligassem para o número telefônico que consta no verso do cartão, mas sem que a ligação com ela se interrompesse. Assim, a vítima acabava ligando para os próprios golpistas. "Eles colocavam até uma secretária eletrônica imitando o banco", salientou o delegado.

A equipe de investigação conseguiu identificar, pelo menos, dez vítimas, mas avalia chegar a um número maior. Ainda segundo o Delegado, foram apreendidos extratos bancários e cadernos de anotações da dupla criminosa. "Só do início do ano para cá, as investigações apontam, entre saques, compras e transferências bancárias, uma movimentação financeira de cerca de R$ 100 mil", concluiu.

As investigações continuam para saber como os criminosos conseguiam informações das vítimas antes de aplicar o golpe. 

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