POLÍCIA

Polícia investiga homem que espancou gato até a morte em Minas

As agressões foram registradas em um vídeo que circula nas redes sociais; o idoso também é investigado por agredir um cachorro

O Tempo
Publicado em 22/11/2022 às 19:38Atualizado em 15/12/2022 às 23:05
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga um homem que espancou um gato até a morte na cidade de Itabirito, na região Central de Minas Gerais. Ele chegou a ser preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional, mas foi solto após audiência de custódia. O ato de violência, que ocorreu no dia 15 de novembro, foi registrado em um vídeo, que circula nas redes sociais.

Conforme o boletim de ocorrência, feito pela Polícia Militar, Gilberto João dos Santos, de 61 anos, enforcou, chutou e usou uma ferramenta turquesa para agredir o animal. O gato levou pancadas na cabeça e não resistiu. O fato ocorreu pela manhã, na rua Carmem Miranda, no bairro Vila São Gonçalo.

Aos militares, ele disse que agrediu o animal depois que ele foi arranhado na mão. Após o crime, ele disse ter jogado o gato em um barranco. No entanto, o corpo não foi encontrado pelos policiais.

Após a abordagem, o idoso foi conduzido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi avaliado pelas equipes médicas. Em seguida ele foi encaminhado para a delegacia e preso em flagrante pelo crime previsto no Artigo 32 da Lei 9605/98. Ele foi solto após audiência de custódia. "A investigação segue em andamento e, após conclusão, o inquérito será remetido ao Poder Judiciário", disse a Polícia Civil.

Essa não é a primeira vez que o idoso se envolve em casos de agressão a animais. Em novembro do ano passado, ele foi abordado pela Comissão de Proteção a Fauna e pela Polícia Civil por agredir um cachorro mestiço pastor-alemão com uma barra de alumínio. As agressões também ocorreram em via pública e foram registradas em imagens.

Ao ser abordado em sua casa pela Comissão, ele chegou a ameaçar duas profissionais que faziam parte da equipe. A Polícia precisou ir até o local para que a equipe pudesse resgatar o cachorro. O animal estava nos fundos da casa, em um espaço com muita sujeira e sem água. Testemunhas disseram aos agentes que ele agredia o cachorro todos os dias.

Apesar de ser investigado nos dois casos de crime de maus-tratos, o homem não é considerado reincidente. Conforme a Polícia Civil de Minas Gerais, a justificativa é de que ele “não possui sentença condenatória transitada em julgado”.

Para o deputado Fred Costa, autor do projeto que resultou na Lei 14.064/20, que aumentou as penas para maus-tratos, este idoso, que já possui envolvimento com o mesmo tipo de crime, oferece um alto risco para todas as formas de vida. “Quem pratica maus-tratos aos animais tem propensão de cometer crimes contra seres humanos, em especial as mulheres”, alertou.

O deputado diz que respeita a decisão da audiência de custódia, mas aponta que a medida não é a mais indicada já que pode encorajar o agressor e até mesmo intimidar as denúncias. “Quando há um sentimento de impunidade, isso pode encorajá-lo ainda mais. É fundamental que a população continue denunciando e fazendo sua parte”, pontuou.

O que diz a Polícia Civil

Sobre os fatos registrados no dia 15 de novembro, em Itabirito, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o suspeito, na ocasião, foi preso em flagrante pelo crime previsto no Artigo 32 da Lei 9605/98 e encaminhado ao sistema prisional. Ele foi solto após audiência de custódia. A investigação segue em andamento e, após conclusão, o inquérito será remetido ao Poder Judiciário. 

Fonte: OTEMPO

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