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Michel Messias Cunha teria saído com amigos e chegou em casa ferido, mas não buscou ajuda médica e morreu dormindo
Polícia Civil de Santa Juliana (MG) investiga a morte de Michel Messias Cunha, 30 anos. Ele morreu após ser supostamente espancado por indivíduos não identificados na madrugada de sábado (27), em Nova Ponte (MG). Segundo informações de familiares da vítima, Michel foi vítima de homofobia e que os agressores teriam mencionado o nome do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Por outro lado, o delegado regional Victor Hugo disse que, até o momento, o crime não teve nenhum cunho político. “Com relação a crime por homofobia, também ainda não posso falar se houve ou não. O levantamento até agora é que a vítima saiu com alguém, chegou em sua casa toda machucada e não quis falar o que era para a sua mãe. Ele chegou em sua casa à noite e não falou nada que tinha sido agredido. Depois, morreu enquanto dormia. A ocorrência chegou, inicialmente, como suicídio, mas o médico-legista constatou que não era e que a vítima estava machucada por dentro”, informou o delegado.
A redação do Jornal da Manhã telefonou para o delegado Seabra, de Santa Juliana, responsável pelas investigações, mas as ligações não foram atendidas.
Segundo informações de testemunhas, Michel havia ido para um bar com amigos na noite de sexta-feira (26) e voltou para casa na madrugada do sábado, por volta de 4h30, após ser resgatado por um motorista que o viu pedindo socorro em avenida de Nova Ponte. Os familiares não o levaram a hospital nem para a delegacia, sendo que o jovem tomou um remédio para dormir e pela manhã foi encontrado morto pela irmã e a mãe.
A PC aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal), que apontará o que exatamente causou a morte da vítima. A previsão é de que em trinta dias o laudo fique pronto.