POLÍCIA

Presidente do PT local é preso acusado de invadir cabine durante votação

A acusação contra ele é por desordem ao serviço eleitoral

Renato Manfrim
Publicado em 07/10/2018 às 12:28Atualizado em 17/12/2022 às 14:14
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Foto/Sérgio Teixeira

Presidente do diretório local do Partido dos Trabalhadores (PT), de 59 anos, foi detido na manhã de ontem, sob suspeita de prejudicar o trabalho eleitoral, com desordem. Fato aconteceu na manhã de ontem, por volta das 11h, em seção eleitoral da Escola Estadual Lauro Fontoura, na rua João Rodrigues Vilaça.

Conforme o registro policial, presidente da Mesa relatou que o presidente local do PT atrapalhou o andamento da votação, já que entrou no local sem se identificar e se dirigiu rumo à urna, sem permissão. Eleitor relatou à PM que exercia o seu voto, momento em que o suspeito chegou ao lado dele na urna e o fez se sentir constrangido.

Por outro lado, de acordo com relato do suspeito à PM, após o eleitor (policial militar que estava com camisa do Bolsonaro) terminar a sua votação, ele foi ver se o mesmo havia esquecido a “colinha” dele na urna eletrônica, mas a mesma não estava no local.

Porém, ao retornar da urna, o eleitor o segurou pelo braço, dizendo-lhe que ele não podia fazer aquilo. “O que aconteceu comigo foi um ato de arbitrariedade. Eu fazia o meu trabalho de delegado, visitando as seções, e quando cheguei à Escola Lauro Fontoura, não havia fiscal de nenhum partido. Quando me apresentei a um mesário, havia um eleitor votando, e depois fui ver se ele havia esquecido a sua ‘colinha’. Ele já foi segurando o meu braço”, contou.

Na saída da escola, o presidente do PT de Uberaba foi abordado por um policial, acompanhado do eleitor, retornando para a seção onde ocorreu o tumulto. A presidente da mesa pediu que constasse o problema em ata.

Segundo a tenente Helena, da Polícia Militar, o presidente local do PT atrapalhou o andamento eleitoral, sendo que o eleitor se sentiu constrangido. De acordo com ela, a PM faz somente a condução. A prisão é responsabilidade do delegado da Polícia Federal.

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Federal, em Uberaba, Marcelo Xavier, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e o presidente do PT vai ter de se apresentar, posteriormente, perante a Justiça Eleitoral, para explicações. Nesse caso, é um crime de menor potencial ofensivo e a pena é de detenção de 15 dias a dois meses. Boca de urna registra duas ocorrências e PF lavra TCO

Apesar de a Polícia Militar (PM) registrar duas ocorrências de “boca de urna” durante as votações de ontem em Uberaba, a Polícia Federal (PF) confirmou somente um dos casos.

O delegado-chefe da PF, em Uberaba, Marcelo Xavier, disse que ouviu os envolvidos e, em seguida, foi lavrado contra eles Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sendo que os mesmos foram obrigados a se apresentarem, posteriormente, perante o juiz eleitoral. “Uma boca de urna não foi confirmada”, disse o delegado Marcelo Xavier. Ele declarou que não tem autorização para divulgar endereço e nomes da ocorrência de “boca de urna” confirmada pela PF na cidade.

Inicialmente, por volta das 8h45, em zona eleitoral da Escola Estadual América, no bairro Abadia, a PM foi acionada para registro de uma ocorrência, referente a panfletagem não autorizada. Segundo registro da PM, foram localizados vários “santinhos” de dois candidatos jogados ao solo.

Em seguida, por volta das 9h, no cruzamento da avenida Fernando Costa com a rua Apolônio Sales, a PM registrou a segunda ocorrência de “boca de urna”. Câmera do Olho Vivo registrou ocupantes de veículo Fiat Doblò arremessando panfletos, “santinhos” de candidato a deputado estadual, em frente da Escola Estadual Professor Chaves. Em pesquisa ao sistema, foi identificada a proprietária do veículo, sendo o referido material apreendido e lavrado o boletim de ocorrência para as devidas providências.

Segundo informações do Comando da 5ª Região da Polícia Militar (RPM), foram empregados todos os militares, incluindo aqueles que estavam de férias anuais, para que pudessem contribuir com o serviço policial na manutenção da ordem pública durante a votação. Ainda conforme a PM, três pessoas foram detidas devido a “boca de urna”; uma, por votar em nome de outra pessoa, e outra por autorizar essa votação.

 

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