Homem de 35 anos passou mal dentro da cela e morreu após ser internado em uma UPA; circunstâncias do óbito são investigadas
Um detento de 35 anos morreu na terça-feira (8), após passar mal dentro da cela do Presídio de Araguari, no Triângulo Mineiro. Seis dias antes, ele havia sido agredido por outros presos durante o banho de sol.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o detento apresentou um mal-estar na segunda-feira (7) e foi encaminhado por policiais penais para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguari, onde permaneceu internado.
A secretaria informou que ele morreu no dia seguinte em decorrência de complicações no quadro de saúde. O diagnóstico e quais complicações levaram à morte não foram divulgados.
A agressão ocorreu em 1º de setembro, durante o banho de sol no presídio. Conforme a Sejusp, o detento foi atacado por outros presos e encaminhado para atendimento em uma unidade da rede pública de saúde.
Ele sofreu escoriações leves e recebeu alta médica ainda no mesmo dia.
Os detentos apontados como envolvidos na agressão foram identificados. De acordo com a Sejusp, eles são alvo de medidas administrativas e também respondem criminalmente pelo episódio.
A secretaria não informou se a agressão teve relação com o mal-estar apresentado seis dias depois. A possível conexão entre os dois episódios ainda não foi estabelecida.
A direção do Presídio de Araguari instaurou uma apuração administrativa para esclarecer as circunstâncias que antecederam a morte.
A investigação deverá analisar os acontecimentos registrados nos últimos dias, incluindo a agressão sofrida pelo detento e os atendimentos médicos realizados posteriormente.
Até o momento, a Sejusp informou que a morte ocorreu após complicações no quadro de saúde, sem confirmar que elas tenham sido provocadas pela agressão.
O homem estava custodiado no Presídio de Araguari desde 17 de novembro de 2025.
Segundo a Sejusp, ele tinha dez passagens anteriores pelo sistema prisional, registradas desde junho de 2010.
A secretaria não divulgou detalhes sobre os crimes relacionados às passagens anteriores nem sobre a situação processual que resultou na prisão mais recente.
A apuração sobre a morte continua sob responsabilidade da direção da unidade prisional.