Estado reforça segurança com bloqueadores de sinal, reconhecimento facial e restrição de visitas para combater atuação de facções criminosas
(Foto/Divulgação)
O Governo de Minas Gerais vai intensificar o controle no sistema prisional e endurecer as regras em seis unidades do estado, com o objetivo de conter a atuação de facções criminosas. As mudanças devem ser implementadas nos próximos seis meses e vão impactar cerca de 3 mil detentos considerados integrantes de organizações criminosas.
A medida segue diretrizes já previstas em resolução estadual, agora ajustada para equiparar o sistema mineiro ao modelo adotado em presídios federais, considerados de segurança máxima. A estratégia busca reduzir a comunicação entre presos e impedir o fortalecimento de grupos criminosos dentro das unidades.
Entre as principais mudanças estão a instalação de bloqueadores de sinal, uso de câmeras com reconhecimento facial e de placas, reforço no monitoramento, treinamento de agentes, além da restrição de visitas, que passarão a ocorrer sem contato físico, por meio de parlatórios. Também haverá proibição da entrada de alimentos externos e reforço estrutural nas unidades.
A primeira unidade a receber as adaptações será a Penitenciária de Francisco Sá, classificada como de nível 5 de segurança. As demais unidades que passarão pelo mesmo processo não foram divulgadas por questões estratégicas.
Atualmente, Minas Gerais possui cerca de 70 mil presos, sendo aproximadamente 3 mil ligados a facções criminosas, que deverão ser transferidos para essas unidades com maior nível de controle. A proposta é manter integrantes de diferentes organizações separados, evitando conflitos e dificultando a articulação criminosa dentro dos presídios.
Com as novas medidas, o governo pretende reduzir o aliciamento de novos membros e enfraquecer a comunicação entre líderes criminosos, ampliando o controle e a segurança no sistema prisional do estado.