Família registrou boletim de ocorrência, e Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso
Professor da rede estadual de ensino foi dispensado do cargo após ser acusado de agredir um aluno de 12 anos durante a aula. O caso aconteceu na segunda-feira (11) em uma escola de Uberaba e os familiares do menor acionaram a Polícia Militar para o registro da ocorrência. Além deles, a direção da unidade também formalizou a ocorrência e as autoridades educacionais apuram o fato.
De acordo com a ata registrada pela instituição de ensino, o episódio teria ocorrido após uma brincadeira feita pelo aluno durante a aula. O estudante teria perguntado ao professor se ele “iria participar dos quilos mortais”, afirmando que teria liberdade para esse tipo de interação. Conforme o documento, o docente teria interpretado a fala como desrespeitosa, se aproximado do aluno e dito: “você não é burro, você sabe que posso processar sua mãe”, antes de desferir três tapas em sua cabeça.
Após o ocorrido, o estudante teria sido encaminhado à coordenação da escola, que acionou a direção da unidade.
Em nota, a SEE/MG informou que a direção da escola adotou protocolos internos assim que tomou conhecimento da situação. “O Serviço de Inspeção Escolar da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberaba está conduzindo as apurações e instaurou um Procedimento Administrativo Simplificado (PAS), garantindo o devido processo legal. O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE) já está em contato com o aluno para escuta. O Conselho Tutelar também foi acionado e fará os encaminhamentos necessários relativos ao caso”, afirma.
Ainda conforme a secretaria, os responsáveis pelo estudante foram atendidos pela direção da instituição de ensino, que registrou a denúncia em ata escolar para dar seguimento às medidas administrativas. “O professor, que atuava sob regime de contrato, foi dispensado do cargo e não faz mais parte do quadro de servidores. Além disso, um boletim de ocorrência foi registrado pelos pais do aluno”, informa.
Segundo informações registradas em documentos da unidade escolar, o professor teria relatado que a situação teve início após uma brincadeira feita pelo aluno durante a aula, o que teria sido interpretado como desrespeito. Ainda conforme o registro, houve uma advertência ao estudante e, em seguida, o episódio de agressão.
Já em relato formalizado pelo responsável, o episódio teria ocorrido após o professor se aproximar do aluno em tom de repreensão, seguido de agressões físicas. O documento também menciona que o estudante foi encaminhado à direção logo após o ocorrido e que imagens de câmeras de segurança da sala de aula teriam sido registradas e estão sob análise da gestão escolar.
O responsável pelo estudante também relatou ter questionado a escola sobre o não acionamento imediato da Polícia Militar, sendo informado de que situações dessa natureza são inicialmente tratadas por protocolos administrativos internos.
Ainda conforme o registro da família, há a informação de que, em momento anterior, o aluno teria sido orientado a retirar uma peça de vestuário com referência religiosa e patriótica, fato também incluído no boletim de ocorrência como parte do histórico relatado.
A SEE/MG reforçou, em nota, que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e que educadores e instituições seguem orientações do Código de Conduta Ética. O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.