Secretaria de Educação apura discussão na Escola Estadual Bernardo Vasconcelos e enviou equipe para verificar o caso
Um desentendimento entre dois professores da Escola Estadual Bernardo Vasconcelos, no bairro Costa Telles I, em Uberaba, terminou em denúncia de ofensas verbais e mobilizou a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). A pasta enviou uma equipe de inspeção à unidade para apurar o caso, ocorrido na noite de quarta-feira (21). O caso foi apresentado no programa Hélio Júnior, da Rádio JM.
Em nota, a SEE/MG afirmou que “não compactua com eventuais desvios de conduta” e informou que a escola acolheu o professor após tomar conhecimento do episódio. Segundo a secretaria, o Serviço de Inspeção da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberaba foi enviado para verificar as circunstâncias e apurar os fatos e seus desdobramentos, a fim de avaliar as medidas cabíveis.
A secretaria também ressaltou que os servidores da educação devem seguir as diretrizes do Código de Conduta Ética, que estabelece parâmetros para a atuação no ambiente de trabalho e reforça valores como o respeito mútuo.
“A SEE/MG não admite qualquer conduta incompatível com o ambiente escolar”, informou a pasta, ao destacar que professores e demais profissionais devem manter uma postura ética e respeitosa nas relações com estudantes e colegas de trabalho.
O que diz a denúncia
De acordo com o boletim de ocorrência, o professor, de 39 anos, relatou que conversava com outro profissional da escola quando uma colega, professora de Química, teria interrompido o diálogo e começado a dirigir ofensas aos dois. Segundo a versão apresentada, ela os teria chamado de “idiotas” e ordenado que o denunciante se calasse durante a discussão.
O professor também afirmou que episódios semelhantes estariam se tornando frequentes na instituição e que outros profissionais teriam sido alvo de situações parecidas. Conforme o registro, ele decidiu deixar o local para evitar que o desentendimento se agravasse.
Além de formalizar uma reclamação administrativa na escola, o docente registrou a ocorrência na Polícia Militar na quinta-feira (22). O caso foi classificado como difamação e ofensa verbal e encaminhado à Polícia Civil para conhecimento e eventuais providências.
As informações sobre a discussão correspondem ao relato do professor registrado no boletim de ocorrência. A apuração administrativa está em andamento, e a nota da SEE/MG não apresenta uma conclusão sobre as acusações.