Boletim aponta conflitos com colegas de trabalho e intimidação por ligação telefônica; escola afirma que apura os relatos
Uma profissional da rede municipal de ensino de Uberaba registrou ocorrência policial após relatar ameaças de morte, intimidações e ofensas motivadas por divergências político-partidárias. Segundo o boletim, os episódios teriam ocorrido por meio do Instagram, de uma ligação telefônica com número oculto e também no ambiente de trabalho, na Escola Municipal Norma Sueli Borges. Em nota, a direção afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e constrangimento, informou que os fatos estão sendo apurados e que promoveu uma roda de conversa com os servidores sobre ética, respeito às diferenças e convivência no ambiente de trabalho. O caso foi apresentado no programa Hélio Júnior, da Rádio JM.
Conforme o registro policial, no dia 30 de outubro, uma colega de trabalho teria chamado a profissional de “ridícula” por meio do Instagram e exigido que ela interrompesse as publicações em seu perfil pessoal. No dia seguinte, a vítima relatou ter recebido uma ligação de número privado, durante a qual uma mulher teria ameaçado danificar a pintura de seu veículo nas dependências da instituição, além de agredi-la fisicamente e matá-la.
O boletim também relata que, durante o período eleitoral, a profissional teria sido alvo de comentários depreciativos e constrangimentos no ambiente de trabalho em razão de seu posicionamento político, manifestado nas redes sociais. Entre as falas mencionadas estão referências à cor dos óculos e de uma saia que ela usava, utilizadas por colegas para associá-la a determinado partido. Também teria ouvido comentários sobre sua reação após o resultado das eleições.
A profissional informou à polícia que exerce as funções de coordenadora no período da manhã e professora à tarde na unidade escolar. Ainda conforme o registro, os episódios ocorridos dentro da escola foram formalmente comunicados à direção por meio de uma ata administrativa.
Direção afirma que fatos estão sendo apurados
Em nota, a direção da Escola Municipal Norma Sueli Borges afirmou que “repudia qualquer forma de discriminação, constrangimento ou intolerância no ambiente escolar”. A unidade destacou que preza pelo respeito à pluralidade de ideias e pela convivência democrática entre os servidores.
Sobre as providências adotadas, a direção informou que “os fatos relatados estão sendo devidamente apurados, com observância aos trâmites legais e ao direito de manifestação de todas as partes envolvidas”.
A escola acrescentou que promoveu uma roda de conversa com a equipe de servidores, com foco na ética no serviço público, no respeito às diferenças e na manutenção de um ambiente de trabalho saudável e colaborativo.
A nota também esclarece que eventuais ameaças ocorridas fora do horário de trabalho e das dependências da instituição extrapolam a competência da unidade e devem ser levadas à autoridade policial responsável pela apuração.
Por fim, a direção reafirmou seu compromisso com o diálogo, a transparência e o acolhimento dos profissionais que atuam na escola.