POLÍCIA

Quarto homem envolvido em morte de membro do PCC no presídio vai a júri

Três dos réus já foram julgados em julgamento realizado em 2017 e absolvidos da acusação

Thassiana Macedo
Publicado em 06/10/2019 às 06:17Atualizado em 18/12/2022 às 00:51
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Nesta terça-feira (10), a partir das 13h, Marcos Kleber da Silva Dias vai a julgamento pelo Tribunal do Júri, presidido pelo juiz auxiliar Marcelo Geraldo Lemos. Ele foi acusado, juntamente com outros três detentos, pelo homicídio de Rafael Santiago Patrício Luz, conhecido como Paulista, de 28 anos, em 2007. À época, todos estavam presos na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira. Três dos réus já foram julgados em julgamento realizado em 2017 e absolvidos da acusação. Na ocasião, como se encontrava foragido, Marcos Kleber não foi intimado.

Os quatro homens foram acusados por homicídio qualificado, cometido por vingança, com emprego de meio cruel e mediante utilização de recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Os três já julgados foram absolvidos, sendo um por negativa de autoria e os outros dois por legítima defesa. Segundo a defensora pública Larissa de Oliveira e Dias, que também fará a defesa de Marcos Kleber, juntamente com o defensor Glauco de Oliveira Marciliano, os acusados haviam sido agredidos pela vítima no momento da confusão e, por isso, estavam no meio das agressões para se defender.

Além da legítima defesa, um dos acusados também foi absolvido por ausência de dolo para morte, porque afirmou que, com as agressões, não tinha intenção de matar. Outros seis homens foram denunciados pelo promotor Laércio Conceição Lima, mas foram impronunciados pelo juiz Ricardo Cavalcante por falta de provas.

O crime ocorreu na manhã do dia 14 de agosto de 2007 no interior da penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira. De acordo com os autos, por ser proveniente de São Paulo, a vítima se apresentava como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ele estava preso provisoriamente e respondia por furto e roubo qualificado. Em Uberaba, “Paulista” queria exercer o “domínio territorial” no pavilhão onde estava preso, dando ordens e extorquindo dinheiro e vantagens dos outros detentos antigos na unidade.

Insatisfeitos e determinados a evitar o domínio da vítima no pavilhão, dez homens teriam combinado de matá-lo durante o banho de sol. “Paulista” foi espancado com chutes e socos e acabou morrendo por traumatismo craniano grave, quatro dias depois, no Hospital de Clínicas da UFTM. As agressões chegaram a ser filmadas por uma das câmeras do circuito interno de vigilância da unidade prisional. 

 

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