Presidiários teriam resistido à revista de rotina e partiram para agressão, sendo necessária a presença da PM e do Getap
Jairo Chagas
Familiares de presos se concentravam na porta da penitenciária, pois era dia de levar “sacolinhas”
Detentos da penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, em Uberaba, resistiram à revista de rotina na tarde de ontem e partiram para o confronto com agentes. Foram necessárias as presenças de equipes da Polícia Militar, assim como do Grupo de Escolta Tática Prisional (Getap).
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), foram necessários disparos de balas de borracha para controlar o tumulto, sendo que quatro agentes de segurança penitenciários e seis detentos sofreram ferimentos, mas sem gravidade. Ainda conforme a Seap, a confusão começou durante procedimento de revista, quando os presos não teriam aceitado a ação dos agentes e teriam agredido os mesmos.
“Foi necessário o uso de munição menos letal para controlar o tumulto. Quatro agentes de segurança penitenciários e seis detentos se feriram sem gravidade durante a ação. Eles foram atendidos na enfermaria da unidade prisional e encaminhados a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade. A direção da penitenciária irá instaurar uma investigação preliminar e analisará as imagens do circuito interno de TV para apurar administrativamente o fato”, diz nota da Seap.
Sindicato diz que servidor chegou a ser feito refém durante a confusão. Segundo informações do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários da Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sata/MG), durante a confusão, um dos agentes foi feito refém. Ele estaria entre os agentes que ficaram feridos durante a confusão.
Já no fim da tarde de ontem, a situação na penitenciária de Uberaba se normalizou e as “sacolinhas” começaram a ser liberadas aos detentos. Isto porque anteriormente, durante a confusão, as entregas das mesmas ficaram suspensas durante parte do dia de ontem.
A redação do Jornal da Manhã recebeu várias ligações de familiares de detentos. “Ouvimos barulhos de tiros de borracha. A gente estava na entrada da penitenciária para deixar as ‘sacolinhas’ e nos colocaram para fora. A gente não sabe o que aconteceu lá dentro”, disse esposa de detento, que preferiu não se identificar.