Foto/Guilherme Dardanhan
Reunião foi conduzida presencialmente pelo deputado Hely Tarquinio
O texto da reforma previdenciária foi alterado pela Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). As alíquotas propostas foram diminuídas, com isso, em vez dos atuais 13% a 19%, como pretendia o Poder Executivo, o novo desconto nos contracheques deve variar entre os atuais 11% a 16%.
Caso sejam aprovados em plenário, os novos índices seguirão a seguinte progressividade: 11% para quem recebe até R$ 1.500,00; 12% para quem recebe de R$ 1.500,01 até R$ 2.500,00; 13% para quem recebe entre R$ 2.500,01 até R$ 3.500,00; 14% para quem recebe entre R$ 3.501,00 até R$ 4.500,00; 15% para quem recebe entre R$ 4.501,00 até R$ 5.500,00; 15,5% para quem recebe entre R$ 5.500,01 até R$ 6.101,06; 16% para quem recebe acima de R$ 6.101,06.
Pela proposta original, seriam quatro faixas de contribuiçã 13% para quem recebe até R$ 2.000,00; 14% para quem recebe entre R$ 2.000,01 e R$ 6.000,00; 16% para quem recebe entre R$ 6.000,01 e R$ 16.000,00 e 19% para quem recebe acima de R$ 16.000,00.
A proposta de modificação foi de autoria do deputado Hely Tarquínio (PV), que preside a FFO. Pelas novas regras, serão sete faixas de descontos, em vez das quatro inicialmente projetadas pelo Palácio Tiradentes.
As sugestões foram acatadas por cinco dos sete deputados que compõem a FFO. Votaram de maneira favorável, além de Tarquínio, Bráulio Braz (PTB), Doorgal Andrada (Patriota) e Glaycon Franco (PV). A vitória também contou com a digital de Luiz Humberto Carneiro (PSDB), que é aliado de Zema e até março foi líder de governo na Casa.
Já a deputada Laura Serrano (Novo), responsável pela relatoria do Projeto de Lei Complementar 46/2020, votou de forma contrária às alterações. O deputado Virgílio Guimarães (PT), que pertence à bancada de oposição, preferiu se abster já que existe um acordo dentro do bloco oposicionista para não chancelar nenhuma medida referente às regras previdenciárias.
As novas alíquotas acenam tanto para a parcela do funcionalismo que recebe salários menores quanto para os servidores com contracheques mais altos. Com as mudanças, 83% do funcionalismo público mineiro vai contribuir, caso o texto seja aprovado em plenário, com índices de 11% a 12%, que são inferiores aos 13% propostos inicialmente pela equipe econômica de Zema.
Esse era um dos principais pontos criticados pelas entidades representativas desde que a ALMG recebeu a reforma previdenciária. As associações acusavam o governo de Minas de diminuir o poder de compra de quem recebia os menores salários do funcionalismo público estadual.
Ao mesmo tempo, ao diminuir em dois pontos percentuais o teto de contribuição, o Parlamento atende a um pleito dos servidores que ganham mais e argumentavam que as novas regras seriam um confisco salarial. A leitura era de que a proposta enviada por Romeu Zema, quando somada ao desconto máximo do Imposto de Renda, que é de 27,5%, comprometeria quase metade do salário desses servidores.