POLÍCIA

Segunda fase da Operação Dominó tem 5 presos no Triângulo

Entre os presos estão dois policiais militares

Publicado em 07/02/2019 às 06:12Atualizado em 17/12/2022 às 17:59
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Divulgação PMMG

Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quarta-feira (6), em Uberlândia, a 2ª Fase da Operação "Dominó", denominada Mercenários. Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias, e oito mandados de busca e apreensão. Cerca de 45 policiais militares estavam envolvidos na operação e, entre os presos, estão dois policiais militares. A investigação é desdobramento da primeira fase, deflagrada no dia 19 de dezembro, e deve ser concluída em trinta dias. Na sequência, os envolvidos serão denunciados.

Segundo informações do Ministério Público, o objetivo dessa segunda fase foi investigar a constituição e funcionamento da organização criminosa, cuja principal atividade é a prática de homicídios encomendados com pagamento ou promessa de recompensa, entre outros crimes, como roubo de cargas.

Ainda de acordo com o Gaeco, os investigados seriam responsáveis pela execução de Marcos de Lucena Silva, morto no dia 7 de dezembro nas proximidades da Cachoeira de Sucupira. Marcos de Lucena tinha diversos antecedentes criminais, entre eles a receptação de caminhões que eram produto de crime. Segundo a investigação do Gaeco, o homicídio de Marcos de Lucena foi praticado mediante pagamento de valor pecuniário, com requintes de crueldade, uma vez que a vítima foi atingida nas articulações por vários disparos, e também com uso de recurso que impossibilitou sua defesa.

O promotor Daniel Marotta explicou que as investigações demonstram que as mortes ocorriam por disputa de território ou até mesmo queima de arquivo. Ele ainda reforça que há provas incontestáveis da participação dos acusados presos em vários delitos. Também segundo o promotor, ficou clara a frieza dos envolvidos, que agiam como se tratassem de atividades corriqueiras.

Entre os presos nesta quarta-feira, estão um soldado formado em 2017 e um cabo que está na corporação desde 2007. Na residência deste último foram localizados e apreendidos um aparelho usado para bloquear o sinal de veículos roubados, R$ 8 mil em espécie e munições de fuzil. Já na casa do soldado, os agentes encontraram a placa de um bitrem roubado no ano passado e também uma porção de maconha.

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