POLÍCIA

Superintendente diz que Uberaba tem ação preventiva ao "Novo Cangaço"

Luiz Henrique Cruvinel
Publicado em 01/09/2021 às 07:36Atualizado em 19/12/2022 às 02:18
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Foto/Jairo Chagas

Sala de monitoramento do “Cidade Vigiada”, que pode identificar a movimentação de comboios e de carros roubados imediatamente  

Após dois episódios em que Uberaba foi invadida por bandidos extremamente armados para roubar empresa de transporte de valores e agências bancárias, forças de segurança da cidade se prepararam na tentativa de evitar o que aconteceu também em Araçatuba (SP), na segunda-feira (30), na ação denominada “Novo Cangaço”. Após a noite de terror na cidade paulista, o Jornal da Manhã procurou a Secretaria de Defesa Social (SDS) para entender quais mecanismos de defesa estão disponíveis e programados para afastar o perigo recorrente.

Em Araçatuba, cerca de 50 criminosos sitiaram a cidade e fizeram cidadãos como reféns, de forma semelhante ao que aconteceu em Uberaba. Em novembro de 2017, a cidade viveu uma madrugada de pânico, causada por assaltantes que explodiram a sede da empresa de transporte de valores Rodoban. Depois, em junho de 2019, bandidos armados sitiaram a cidade, tendo como alvos as agências do Banco do Brasil e Itaú.

Em entrevista à Rádio JM, o superintendente de Defesa Social, tenente Carlos Alberto Barbosa Siqueira, admitiu que nunca é possível estar 100% preparado, já que operações criminosas como as registradas são calculadamente precisas e conseguem blindar a ação dos bandidos contra a resposta da polícia. Contudo, ele afirma que Uberaba tem o equipamento necessário para diminuir radicalmente tal possibilidade.

Para isso, o município conta com a utilização dos programas Cidade Vigiada e Olho Vivo, que dispõem de câmeras para detectar movimentação suspeita e identificar veículos roubados. A leitura de placas e a agilidade de comunicação são dois pontos, de acordo com o tenente, que favorecem o combate a esses crimes.

“Claro que, se está acontecendo na região, ficamos atentos. Da última vez, foi da mesma forma, [assalto em] Araçatuba e depois Uberaba. Nós estamos em alerta. Eu já propus, inclusive, da gente ir a Araçatuba, porque eles mudaram o modus operandi. [Iríamos] Para estudarmos o que foi feito, para entender o nosso inimigo e preparar o terreno para que a gente consiga o enfrentamento com perdas mínimas para nossa sociedade, tanto das forças de segurança quanto munícipes”, declara o superintendente.

Caso haja outra invasão e quebra de barreiras policiais, o tenente Carlos Alberto orienta que os cidadãos permaneçam em casa, abaixados, sem tentar filmar ou gravar a ação criminosa. Em Araçatuba, por exemplo, um empresário tentou filmar o roubo e acabou sendo executado. Se o cidadão estiver na rua no momento da invasão, é preciso que procure um local onde possa entrar e se esconder, já que todas as principais ruas já devem ser tomadas no início.

Outro procedimento importante, segundo o superintendente, é o de aviso nas ruas. Hoje, Uberaba conta com um sistema de som que é ativado quando a avenida Leopoldino de Oliveira inunda. Este mesmo mecanismo pode ser utilizado para alertar os transeuntes noturnos para que evitem o contato com os bandidos. Os criminosos costumam usar a população como reféns e “escudos humanos”.

Depois de ocorrida toda a ação, Barbosa Siqueira diz que ainda é necessário que os cidadãos fiquem em casa. Existe a possibilidade de haver artefatos explosivos e ferramentas pontiagudas nas ruas da cidade para retardarem a ação da polícia. Nestes casos, é perigoso que haja acidentes com a aparelhagem camuflada.

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