Na noite do dia 17, trio chegou na residência e anunciou o assalto
Fábio Braga
Suspeito teria sido reconhecido através das imagens de câmeras de segurança, mas ele nega participação no caso
Jovem de 23 anos, suspeito de envolvimento em roubo a residência de policial militar no bairro Manoel Mendes no dia 17 de julho, quando um dos assaltantes morreu baleado após reação do morador, se apresentou na manhã de ontem na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Acompanhado de seu advogado, Cleber Luís dos Santos Jr, ele negou o crime. Além do suspeito que se apresentou à PC, outros dois participaram da tentativa do assalto e já teriam sido identificados, mas ainda não se apresentaram e nem seus advogados entraram em contato com a DHPP.
“O suspeito falou que não tem nada a ver com a história; que morava na frente da casa do indivíduo que foi morto, mas que não participou da tentativa do assalto”, contou o delegado Cyro Outeiro, responsável pela investigação. Por outro lado, o delegado informou que a apuração do caso está avançada, sendo que o suspeito que se apresentou foi reconhecido através de câmeras de segurança. “Mesmo assim ele ainda é considerado suspeito, mas tudo indica que seja ele. Ainda estamos aguardando alguns laudos e vamos ouvir mais testemunhas”, diz.
Na noite de 17 de julho, trio chegou em residência do bairro Manoel Mendes, após a realização de culto, e anunciou o assalto. Um quarto suspeito dava cobertura ao crime e aguardava em veículo VW Parati de cor prata. No momento do assalto os três suspeitos exigiram as chaves dos carros e da moto, estacionados do lado de fora. Um dos moradores, que é militar, conseguiu se armar e reagiu, efetuando disparos contra Jeferson Cândido de Sousa Campos, de 19 anos. Diante do fato, os outros dois comparsas, que já ocupavam carros que seriam roubados, saíram em fuga rapidamente e entraram na Parati, tomando rumo ignorado.