Também idoso de 76 anos, ele se apresentou ontem à polícia e responderá inicialmente em liberdade pelo homicídio
O suspeito de matar Agostinho Bruno Cirineu, de 76 anos, se apresentou na tarde de ontem na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Uberaba, e confessou o crime. Como não estava no flagrante, o homem, também de 76 anos, inicialmente responderá pelo homicídio em liberdade.
Segundo o delegado-chefe da DHPP, Cyro Moreira, o suspeito, acompanhado do seu advogado, alegou que a motivação partiu de desavença antiga devido a uma obra na calçada da vítima, a qual estaria juntando lixo. Ele, que era vizinho “de parede” da vítima, efetuou um disparo de arma de fogo contra a mesma, na manhã da quinta-feira (15) da semana passada, em frente da residência dela, situada na rua Irmã Carmelita, bairro Leblon.
Ainda a respeito da motivação do crime, o suspeito disse ao delegado que há cerca de dois anos havia esta desavença com a vítima por causa de uma obra que ela tinha feito na calçada para facilitar a entrada e saída de veículos, sendo que neste local estaria acumulando lixos vindos da chuva. “Contou que houve trocas de xingamentos entre eles, mas não teria tido luta corporal. Ele alega que em datas passadas a vítima fazia gestos de arma de fogo, batia na cintura e fazia sinal de arma com os dedos. Mas nada disso foi provado. Na data do fato ele alegou que, ao encontrar o vizinho, se sentiu ameaçado. Mas nós não estamos acreditando nesta fala dele. O crime pode ter sido premeditado”, disse o delegado.
Câmeras de segurança que flagraram o crime não mostram ameaça da vítima. De acordo com as imagens, Agostinho foi alvejado por disparo de arma de fogo no momento em que foi averiguar o hidrômetro de sua casa. Pouco tempo depois que a vítima olhava o hidrômetro, o suspeito aparece no portão da própria residência, aponta a sua arma de fogo contra a vítima e efetua o disparo. A vítima sai correndo e entra em sua casa, onde morreu na garagem pouco tempo depois.
Quanto à arma de fogo usada no crime, o suspeito falou ao delegado Cyro Moreira que a jogou num córrego. “Estamos diligenciando o local no sentido de encontrar esta arma”, disse o delegado. “Ao final das investigações vamos encaminhar o inquérito à Justiça, pedindo a prisão dele”, comentou o delegado-chefe da DHPP em Uberaba. “Para finalizar o inquérito ainda falta ouvir algumas testemunhas e concluir os laudos periciais com as imagens das câmeras de segurança e com informações da necropsia do corpo da vítima”, complementou Cyro Moreira.