Prisões ocorreram em Minas Gerais, interior de São Paulo e na Bahia
Foto/Divulgação MP
Operação Bandeira Suja culminou na prisão de 11 pessoas suspeitas de participar de um esquema de furto e venda de gasolina da Petrobras em Minas Gerais, no interior de São Paulo e na Bahia. Operação foi executada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio das polícias de São Paulo e da Bahia.
Estima-se que 40 mil litros de gasolina pura eram furtados por semana, com prejuízo calculado pela Petrobras de R$ 3,8 milhões, em cinco meses de investigação. Conforme o MP, foram apreendidos veículos de luxo, caminhões utilizados no transporte do combustível furtado, uma aeronave e uma arma de fogo.
Conforme a Rádio Itatiaia, em Minas Gerais as prisões ocorreram nas cidades de Mário Campos e Contagem, na Grande BH, e em São Lourenço, no Sul do Estado. Um dos chefes da organização criminosa foi detido em um resort de luxo na Bahia e seria o dono de duas empresas de transporte em Paulínia. Também foram detidos dois donos de uma rede de cinco postos de combustível.
Suspeita-se que uma organização criminosa, com ramificação interestadual, comandava o esquema. O MP ainda revela que ex-funcionários da Petrobrás estão envolvidos. Eles furtavam a gasolina por meio de dutos que foram instalados estrategicamente. Depois, o combustível era armazenado em caminhões-tanque e transportado para o Sul de Minas, sendo vendido por uma rede de postos nas cidades de São Lourenço, Pouso Alegre e Elói Mendes.
Ainda conforme a reportagem, foram recolhidas amostras do solo e da vegetação dos locais de armazenamento para serem submetidas a exames laboratoriais visando verificar se houve contaminação e quais são os riscos para a população. Os suspeitos serão denunciados pela prática de organização criminosa, pelos furtos e por sonegação fiscal.
*Com informações da Rádio Itatiaia