POLÍCIA

Suspeitos de integrar facção criminosa presos em Uberaba

Acusados de tráfico de drogas e armas, os detidos eram alvo da operação Muralha, considerada a maior ação contra o crime organizado este ano

Tulio Micheli
Publicado em 03/10/2019 às 22:41Atualizado em 18/12/2022 às 00:49
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Divulgação

Dois suspeitos de envolvimento no crime organizado foram presos em Uberaba, ontem, na operação Muralha

Duas pessoas foram presas pela Polícia Civil na manhã de ontem, em Uberaba, após cumprimento de mandados de prisão da operação Muralha. Elas são acusadas de integrar quadrilha especializada em roubo de carga, tráfico de drogas e armas. A maior operação de combate ao crime organizado esse ano ocorreu em 10 cidades mineiras e duas paranaenses.

A operação teve início há cerca de sete meses na cidade de Montes Claros, quando policiais descobriram que detentos publicaram uma carta, mostrando insatisfação com a troca de diretores da penitenciária de Francisco de Sá. De acordo com a Polícia Civil, nesta carta os detentos ameaçavam agentes de segurança pública e ordenavam ações criminosas de dentro dos presídios.

Conforme informações do delegado Alberto Tenório, os investigados pertencem a uma facção criminosa que comanda ataques de vários presídios do país. Os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão e prisões nas cidades mineiras de Buritizeiro, Francisco Sá, Jaíba, Montes Claros, Patrocínio São João do Paraíso, Uberlândia e Uberaba, além das cidades de Cruzeiro do Oeste e Umuarama, no Paraná. Um terceiro investigado, suspeito de ser um dos líderes da quadrilha, em Uberaba, está foragido.

Os presos em Uberaba, ambos de 28 anos, foram localizados nos bairros Residencial 2000 e Parque dos Girassóis. Segundo o delegado de Polícia Civil, Gustavo Anai, com eles foram apreendidos aparelhos celulares, que serão periciados. A autoridade policial disse ainda que os acusados vão responder por roubo, tráfico de drogas e associação criminosa.

Após serem presos, os acusados foram levados à Delegacia de Polícia Civil e apresentados ao delegado de plantão. Ainda na tarde de ontem, os acusados acabaram encaminhados à penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, onde permanecem à disposição da Justiça.

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