POLÍCIA

Testemunha chave inocenta réu acusado de esquartejar homem

Para ser ouvida durante o julgamento, foi necessário um grande aparato de segurança, formada por escolta armada e atiradores especiais

Thassiana Macedo
Publicado em 07/11/2018 às 21:26Atualizado em 17/12/2022 às 15:14
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Sandro Neves

Thiago Oliveira Caetano Silva, vulgo “Thiago Cigano” foi absolvido e colocado em liberdade

Submetido a julgamento popular, nessa quarta-feira, Thiago Oliveira Caetano Silva, vulgo “Thiago Cigano”, foi absolvido de crime ocorrido em 22 de junho de 2016, que resultou na morte de José Teodoro da Silva, o “Zé Cotó”. Ele era acusado de sequestro, roubo, homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e que dificultou a defesa da vítima, e ocultação de cadáver. Porém, mulher que se encontra escondida pelo programa de proteção à testemunha negou a participação dele no crime. A defesa ficou a cargo dos advogados Alceu Dias da Silva Júnior e Leuces Teixeira. 

No dia do crime, cerca de dez homens fortemente armados, utilizando uma motocicleta e dois veículos, teriam invadido residência na zona rural de Veríssimo, localizada no assentamento Vinte e Um de Abril. Eles eram integrantes de célula de facção criminosa PCC com atuação, principalmente, em São Paulo, mas que há mais de 10 anos atua em Uberaba. O grupo procurava a ex-amásia do comandante da facção, Reny Amaral Castro Alves, vulgo “Loko”. Ele queria matá-la por não aceitar o fim do relacionamento, mas por temer que segredos da facção fossem delatados pela mulher.

No momento da invasão, o lavrador teria entrado na frente dos invasores para dar tempo para que a mulher fugisse. Por esta razão, ele e um amigo foram sequestrados pelo bando. Enquanto estiveram no assentamento, os autores agrediram e roubaram moradores, levando cerca de R$4.600 em dinheiro, celulares e facões. Na manhã seguinte, o corpo de “Zé Cotó” foi encontrado esquartejado e carbonizado na rua Décio Moreira, bairro Chácaras Portal do Sol, a aproximadamente um quilômetro da penitenciária de Uberaba.

Apenas três pessoas chegaram a ser pronunciadas pelo crime: Thiago Oliveira, preso preventivamente há dois anos e quatro meses; Reny Amaral, que foi morto durante operação policial ocorrida no mês de maio, em Valparaíso, e Daniel, cujo processo foi desmembrado. 

Segundo os advogados Alceu Dias e Leuces Teixeira, a ex-amásia de Reny Amaral era a testemunha chave do caso. Para ser ouvida durante o julgamento, foi necessário um grande aparato de segurança, formada por escolta armada e atiradores especiais. Seu depoimento ocorreu a portas fechadas, na presença apenas do Tribunal do Júri, promotores e advogados. Ao ser ouvida, a mulher revelou ter certeza de que Thiago Oliveira não teria participado do crime e, diante disso, os promotores Roberto Pinheiro da Silva Freire e Silvana da Silva pediram a absolvição do réu, indo de encontro com a tese de negativa de autoria, adotada pela defesa. Alvará de soltura foi expedido ao final do julgamento.

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