POLÍCIA

Torturado, homem é libertado de cativeiro onde era julgado

Motivo do sequestro, seguido de cárcere privado, seria o fato de a vítima ter se envolvido com a ex-namorada de um dos suspeitos

Tulio Micheli
Publicado em 29/03/2019 às 22:28Atualizado em 17/12/2022 às 19:26
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Divulgação

Cinco suspeitos foram detidos na casa onde ocorria a sessão de tortura contra o homem de 42 na Vila Ozanan

Após denúncia anônima, Polícia Militar “estourou”, na noite de quinta-feira (28), local que servia de cativeiro para homem de 42 anos, que, segundo informações da própria PM, estava sendo julgado por conta de envolvimento com uma mulher. 

Informações contidas no boletim de ocorrência dão conta de que o denunciante informou que havia grande movimentação de pessoas em atitude suspeita em imóvel localizado na rua Doutor Alonso Teles Mendes, na Vila Ozanan, sendo que era possível ouvir gritos de socorro vindos do interior do imóvel.

Desencadeada a operação, policiais armaram o cerco e conseguiram ter acesso ao interior da residência. No quintal, os policiais abordaram cinco indivíduos, entre eles um menor de idade, de apenas 13 anos.

Durante verificação, encontraram dentro de um dos quartos a vítima, de 42 anos, com sinais de espancamento e amarrada pelos pés e mãos. Ela tinha marcas de violência na cabeça, tórax e braços.

Em contato com a vítima, os policiais militares receberam a informação de que, na quarta-feira (27), ela estava em um bar, quando chegaram três elementos e a obrigaram a entrar em um veículo Gol, de cor preta. Ela foi levada para a referida residência, onde estaria passando por julgamento. A vítima contou, ainda, que estaria sendo torturada e julgada por ter se envolvido com uma mulher, ex-namorada de outro elemento, já identificado pelos policiais. 

O homem de 42 anos, a vítima no caso, disse também sofreu socos, chutes e pauladas e que até mesmo uma marreta foi utilizada para machucar seus pés. Ele sofreu fratura em uma das costelas e cortes na cabeça e foi encaminhado para atendimento. Os suspeitos foram conduzidos para a delegacia de plantão. Até o fechamento desta matéria não havia confirmação da condução dos autores maiores para a Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira.

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