Fernando Priamo/ Tribuna de Minas
Tiroteio envolveu policiais civis de Minas Gerais e de São Paulo em Juiz de Fora no mês passado
Três policiais civis de Minas Gerais envolvidos no tiroteio com policiais civis de São Paulo na cidade de Juiz de Fora no mês passado foram presos nesta segunda-feira (12). A investigação é conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O procedimento tramita em segredo de justiça.
O tiroteio aconteceu no dia 19 de outubro, envolvendo policiais e empresários de Minas Gerais e São Paulo, em um estacionamento de um condomínio de consultórios que faz ligação com o Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora. As investigações apontam para uma ação de estelionato que não deu certo. Cerca de R$ 14 milhões em cédulas falsas foram encontradas no local do crime.
Duas pessoas morreram em decorrência do tirotei o policial civil de Minas Rodrigo Francisco, de 39 anos, que morreu no local, e o empresário do ramo de segurança Jerônimo da Silva Leal Júnior, que teria sido contratado para fazer a escolta de um executivo paulista e foi baleado durante a transação suspeita; ele chegou a ser socorrido, mas morreu em um hospital em Juiz de Fora. Um outro homem, empresário de Juiz de Fora, que estaria transportando R$ 14 milhões em notas falsas, também ficou ferido na ação, mas já recebeu alta e foi preso.
Quatro policiais paulistas, sendo dois delegados e dois investigadores, foram autuados por lavagem de dinheiro. As prisões em flagrante foram convertidas para preventivas em uma audiência de custódia.
*Com informações dos jornais Estado de Minas e O Tempo