OPERAÇÃO MENS OCCULTA

Uberaba integra operação da PF contra grupo suspeito de lavar R$ 70 milhões com bens de luxo

Operação Mens Occulta mira organização criminosa sediada em Uberlândia e especializada no tráfico internacional de cocaína; mandados também são cumpridos em outros dois estados

Publicado em 02/06/2026 às 09:11
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A Polícia Federal cumpre mandados em Uberaba, nesta terça-feira (2), durante a Operação Mens Occulta, deflagrada para reprimir a atuação de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína. O grupo, segundo a PF, é sediado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e também é investigado por movimentar R$ 70 milhões em valores sem origem comprovada ao longo de cinco anos.

(Foto/Divulgação/PF)

(Foto/Divulgação/PF)

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A operação ocorre de forma simultânea em Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, com a participação de 230 policiais federais. Ao todo, foram autorizados pela Subseção Judiciária de Uberlândia, da Justiça Federal ligada ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região, 49 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão preventiva.

Em Minas Gerais, as ordens judiciais são cumpridas em Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte. Também há mandados em Cariacica, no Espírito Santo, e em Campo Grande e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Apenas em Uberlândia, cidade apontada como sede da organização criminosa, são cumpridos 29 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Federal, ao longo das investigações, 11 flagrantes foram lavrados contra a organização criminosa. Nessas ações, foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína provenientes da região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. A cidade fica em área estratégica da fronteira com a Bolívia e é considerada uma das rotas usadas pelo tráfico internacional de drogas.

Além do tráfico, a investigação apura a movimentação financeira do grupo. Conforme relatórios de inteligência financeira, os investigados teriam movimentado R$ 70 milhões em valores sem lastro no período de cinco anos. A suspeita é que a organização utilizava empresas de fachada para adquirir bens de luxo, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos.

Segundo a PF, o líder da organização criminosa possui passagens por tráfico de drogas. O nome da operação, Mens Occulta, é a tradução em latim da expressão “mente oculta” e faz referência ao modo de agir atribuído ao líder do grupo, que atuaria sem expor a si mesmo e a própria família.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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